domingo, 3 de maio de 2015

ARQUEIRO

- Finalmente voltei para casa! Este, sim, é o meu verdadeiro lar! Aqui é o meu lugar. É esta a terra pela qual tenho aspirado a vida inteira, embora até agora não a conhecesse. A razão por que amávamos a antiga Nárnia é que ela, às vezes, se parecia um pouquinho com isso aqui. - E acrescentou, soltando um longo relincho: Avancemos! Continuemos subindo!
(Fala do unicórnio ao chegar a nova Nárnia em A Última Batalha - Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis. p. 730) 


Como disse o Rodolfo Abantes um dia desses: não quero ser conhecido de onde eu vim, mas para onde eu vou. 


Há uma frase, de cujo autor desconheço, que fala que existe uma falta dentro do ser humano que é do tamanho de Deus. Essa falta tenta ser preenchida de inúmeras maneiras, maneiras dais quais nem preciso citar. Porém nada preenche, não por completo. 

É somente quando nos damos conta de que, como C. S. Lewis mesmo nos fala (Cristianismo Puro e Simples, 1942) , que se nada terreno nos completa totalmente, isso é uma prova de que não somos daqui. E não, não somos mesmos desse mundo. Somos estrangeiros no campo inimigo e estamos voltando para casa, e como bons viajantes, devemos levar - apontando o Caminho, todos  aqueles que vagam como murimbundos tentando achar a estrada, mas se perdem em cada bifurcação, devemos aponta-los para o Alvo, como um arco nas mãos do Arqueiro - como gosta de dizer um amigo meu, devemos atira-los para o Céu. Para a Vida Eterna. Para o Paraíso. Paraiso este que creio ser mais que um lugar, que creio ser uma Pessoa. A pessoa de Jesus Cristo, que pagou um alto preço para que eu e você possamos ter uma conversinha com Ele. Então avancemos, continuamente, para o trono da graça para encontramos graça e socorro em momento oportuno (Hb 4:16).

Ronnedy Paiva,
Colunista