segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Porta Estreita e o Caminho Estreito

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.” (Mateus 7:13-14)

Estreita é a porta e o caminho que nos levam a vida eterna e poucos são os que a encontram. E espaçoso é a porta e o caminho que nos levam à morte eterna... E aí, em qual caminho você está andando? Na verdade, quem poderia me responder com certeza absoluta se, morrendo hoje, teria sua salvação?


Muitas pessoas não tem certeza da sua salvação na verdade. Muitas vezes porque ligam a salvação como conquista, e não por Graça. Entretanto, outras que creem ter a salvação, não a têm, porque consideram que a Graça extirpa qualquer obrigação por parte do cristão, e vivem em uma legitimidade pecaminosa, sem arrependimento de pecados e sem obediência a Lei.

Para inicio de conversa, é necessário que entendamos do que somos salvos.

“Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:9-10).

Nós, somos salvos da “ira”; quer dizer, do julgamento de Deus sobre o pecado (Romanos 5:9-10). Nosso pecado nos separou de Deus, e a consequência do pecado é morte (Romanos 6:23). Salvação bíblica se refere à libertação da consequência do pecado e envolve, portanto, remoção do pecado. ¹

       Em Jesus nós tivemos a remoção dos nossos pecados. Nele se cumpriu as escrituras de Isaías 53, e novamente fomos religados com Deus. Por um só homem o pecado entrou, e por um só homem ele saiu. Agora reconciliados com Deus, podemos nos decidir: viver de modo tal que, nos leve a vida eterna, ou de modo qual que nos leve a morte eterna. Diante dessa decisão (que só cabe a nós fazer) – pelo menos pra mim -, surge uma duvida: o que é preciso para que eu seja salvo e vá para a vida eterna.

Primeiramente: não sou eu quem diz que você é salvo ou não, mas é Deus. Porém a bíblia nos leva a algumas orientações. São elas:

Confissão: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9);

Cristo foi moído em um madeiro para que todo aquele que nele crê, seja salvo (Jo 3:16). Assim, devemos aceita-lo como Senhor e Salvador de nossas vidas, tomando essa decisão, fazendo a confissão de pecados e o arrependimento deles. Com a nossa boca confessamos e com nosso coração cremos.

     Arrependimento: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mateus 4:3).

   Não existe salvação sem arrependimento, sem mudança de atitude. Se continuarmos os mesmos depois da confissão de que Ele é Senhor e Salvador, nós não nos convertemos.

“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Romanos 6:1-4)

Não devemos esquecer que Deus é santo, e não compactua com o pecado, por isso a necessidade de perdão e mudança de atitude.

    Fazer a vontade do Pai: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (Mateus 7:21-23).

No original (hebraico), iniquidade está por anomalia nesse versículo. “a” não/sem – “nomalia” lei. Ou seja, é como se Deus estivesse falando: “Não vivam como se eu não tivesse dado uma lei para vocês seguirem.” ²

Não nos esqueçamos de que conversão não é uma decisão única, mas é uma decisão eterna (a porta é estreita, e o caminho também). Constantemente devemos nos converter.

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

Quando nos entregamos a Ele, existe uma mudança de pensamento. Devemos olhar para Jesus como o nosso modelo. Não é para o líder de jovens, ou para o pastor, muito menos para qualquer líder espiritual. Devemos olhar para Cristo e ansiar andar como Ele andou.

Essas são algumas das orientações que a bíblia nos dá para que, diante dos homens e de Deus, confessado que Ele é Senhor e Salvador, vivendo em novidade de vida, e obedecendo a Ele, tenhamos garantia da vida eterna.

***
Porém, muitas pessoas creem que a salvação se dá pelo que fazemos na terra, pelas obras que exercemos. Estás, estão estritamente erradas. A salvação vem pela graça, mediante a fé.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:8-10).

Somos feitura dEle, como diz o autor, para que façamos boas obras, mas não é por elas que merecemos o céu (e nada nos fará merecer). É pela graça que podemos ir para “lá”.

“As ações tem valor puramente simbólico: não nos fazem merecer a salvação, mas demostram que Cristo agem em nós e que, consequentemente, fomos perdoados e salvos.” (MONDIN, Battista. Os grandes teólogos do século vinte. São Paulo: Edição Paulista, v.02, p. 5, 1926.)

Como já dito, não são as obras que nos levam “ao céu”, mas elas são um atestado de que “estamos indo pra lá”.

É mediante a fé, então... E fé é: “[...] o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hebreus 11:1).

A Fé é certeza do que não se vê -- e só se tem certeza porque se confia -- só se confia porque conhece -- se conhece porque busca -- se busca porque se interessa, porque gosta, porque ama -- Deus nos buscou.

Deus nos buscou porque Ele nos ama. O amor é à base de um relacionamento. E é isso que se trata a Graça, de que toda a iniciativa parte dEle, e não nossa. Para aqueles que dizem que o Velho Testamento não fala de Graça, se olharmos a escolha de Deus e a iniciativa dEle na história de Israel, nada mais veremos do que a Graça.

Mas muitas pessoas caem em um legalismo cristão, pois creem que a Graça aniquila nossa responsabilidade, mas não, antes ela nos ínsita a obedecer e abandonar o pecado, não por obrigação, mas por amor.

No casamento, uma das obrigações é de se amar o cônjuge, mas não se ama porque é uma “obrigação” de casado, se ama porque conhece, porque confia, porque o outro faz bem. O amor a Deus deve nos levar a fazer às boas ações, não por interesse, não por barganha nem por ‘obrigação’, mas por amor.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” (1 Coríntios 13:1-3).

Se aceitarmos Cristo em nossas vidas, e não nos arrependemos de nossos pecados, se continuamos andando como os velhos homens, estamos cuspindo na Graça, na verdade, nós nunca O conhecemos. Se o aceitamos, é por que reconhecemos o Seu amor que nos transportou das trevas para a Sua maravilhosa luz, isso quando ainda éramos pecadores, e isso foi possível somente pela Graça, Graça essa que nos leva as boas ações.

Então não é nada do que ‘eu faço’ que me fará merecer o céu, ou vá me levar para lá, mas a Graça, por meio da Fé.

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Existem também aqueles que acreditam que a salvação se dá pelo cumprimento das leis, e estritamente a elas. E elas não estão de um todo erradas, mas novamente se cai no mérito, e não é por mérito a salvação, mas por Graça.
Ser cristão não é ir para a igreja, ou ler a bíblia uma vez por semana, nem muito pouco orar ou ouvir musicas gospel. Ser cristão é ser um “mini Cristo” na terra, é mostrar frutos de arrependimento. O verdadeiro cristão é reconhecido pelo que se produz, pelos seus frutos, e não pelo que ele diz que é, puramente dito.
“E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.” (Mateus 19:16-22)

O pedido de Jesus não é de doarmos todos os nossos bens, mas de segui-Lo. Ele nos fala que, onde está o nosso tesouro, aí também está o nosso coração (Mt 6:21). O coração do jovem rico estava em suas posses. E o seu coração, onde está?

De contrastante modo, vemos Zaqueu que, após seu encontro com Cristo da metade dos seus bens aos pobres (Lc 19: 1-8). Muitas vezes não queremos abandonar aquilo que nos da conforto e confiança, mas enquanto não lançarmos mão de certas coisas, estamos dizendo a Deus o equivalente há: “não confio em você por inteiro”. A verdade é que é impossível para o homem salvar-se a si mesmo.

“Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus. Quando os seus discípulos ouviram isso, ficaram grandemente maravilhados, e perguntaram: Quem pode, então, ser salvo? Jesus, fixando neles o olhar, respondeu: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.” (Mateus 19:23-26).

Não seria o ato de doar os seus bens que faria o jovem rico herdar a vida eterna, muito menos o cumprimento das leis, mas sim o seguir a Cristo, o abandono de seu passado para uma novidade de vida.

Deus faz promessas a nós, e depois faz uma aliança. Quando transgredimos a lei, estamos saindo dessa aliança, estamos saindo do cuidado de Deus, da Sua promessa. Estamos duvidando da identidade de Deus. A lei tem a finalidade em Cristo, Ele não veio para quebrar a Lei, mas sim para cumpri-la (ouviu sr. Caio Fábio?).

Na Cruz Jesus nos deu a oportunidade de nos reconciliarmos com Deus. Ele deu o primeiro passo em nossa direção, resta a nós caminhar até Ele. Por isso se faz necessário à aceitação. E o que significa você aceita alguma coisa?

Que dizer que você concorda com aquilo que lhe foi dito ou proposto. Quando confessamos Jesus como Senhor e Salvador, aceitamo-lo como Senhor, ou seja, somos servos dEle agora. E também como Salvador, ou seja, Ele quem nos tirou do cativeiro e nos libertou; nós que não tínhamos essa possibilidade.

Essa escolha se dá por amor, ou deve se dar por amor. Quando O aceitamos, devemos mudar nossas atitudes. Por que eu amo, eu mudo.

Como já falado, converter-se não é uma vez, é todo dia. A porta é estreita, poucos entraram nela, mas o caminho é estreito também. Ou seja, não é fácil trilhar esse caminho, e não somos nós quem criamos o caminho até Ele, mas Ele quem criou o caminho para que nós nos acheguemos a Ele. E esse caminho é Jesus Cristo.

“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6).

Em Jesus, fomos salvos da morte eterna, e isso foi pela Graça, mas é necessária a decisão, e essa decisão se dá pela Fé. Para que geremos uma mudança de vida. Se queremos saber se somos salvos, ou, que vamos ser salvos, devemos olhar para os nossos frutos.

Assim, torna-se necessário que examinemo-nos a nós mesmos (1 Co 11:28) e que vejamos se não estamos caminhando a passos largos para a morte eterna. Se estivermos verdadeiramente no Caminho certo, devemos tomar cuidado para que não nos desviemos para a direita ou para esquerda. Para que possamos ser mais parecidos com Ele. E quando somos parecidos com Ele, estamos mostrando bons frutos.

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:17)

Deus se compraz em Jesus porque Ele reflete a imagem do próprio Deus. E Deus quer que reflitamos isso também. Somos feito a Sua imagem e semelhança para as boas obras. Quando andamos por nossas próprias pernas, achando que somos merecedores de alguma coisa, que não existe uma Lei que deve ser seguida, nada mais estamos refletindo do que a nossa própria humanidade pecaminosa, e no pecado, estamos imundos, caminhando no caminho errado. Por isso Ele nos deixou o Espirito Santo.

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14:26)

Deus nos deu o modelo, que é Jesus, e nos deu o consolador, que é o Espirito Santo. Onde este, quando nos desviarmos, nos conduzirá novamente para o caminho, e este caminho é o próprio Cristo, a qual nós devemos a nossa vida, e a qual devemos olhar e nos moldar, pois foi pago um alto preço para, na eternidade, possamos ter uma conversinha com nosso autor e consumador da fé (Rm 12:2).

Para concluir, e resumir, não é por méritos, não é por obras, não é pelo que eu faço, mas é pela Graça que somos salvos, mediante a Fé. E se dissermos que temos Fé, devemos confiar nEle, seguir Seus passos, ser como Ele é, para apresentarmos a Deus nossos frutos, e bons frutos. Pois o caminho pode ser apertado, cheio de espinhos e percalços, mas no final dele, podemos ter certeza de que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rm 8:18).

Responda rapidamente:

    •       Você tem a certeza da sua salvação?

    •    Você orou a Deus entregando a sua vida, se arrependeu dos seus pecados e tem andando em novidade de vida, obedecendo a Ele por amor?

    •    Você tem dado frutos bons a Deus?


Reflita, aceite-o, e mude!

Que Deus os abençoe.

Ronnedy Paiva
Colunista

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¹ O que é salvação? Qual é a doutrina Cristã da salvação? Disponível em < www.gotquestions.org >
² WASHER, Paul. Pregação chocante. Link do vídeo: < www.youtube.com/watch?v=N5lw809gB94&app=desktop >

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Um Pai que Ouve - Estudo III (Parte II)

     Dando continuidade ao estudo da semana passada, falaremos sobre a oração. Antes de ler esse texto, leia a Parte I, caso ainda não tenha lido.


    Relembrando um pouco do que falamos no POST passado, a oração é de mui importância para o cristão. Jesus orava, logo, se queremos andar como Ele andou, devemos orar. 

    É mais que um dever orar, é uma honra, porém alguns a usam como uma mera desculpa para a sua preguiça e comodidade. Pessoas tem dito: "coloquei nas mãos de Deus, não preciso me preocupar/fazer nada", mas isso é uma falácia. Claro que devemos colocar nas mãos de Deus, mas devemos correr atrás daquilo que nos é proposto.

   Para melhor exemplificar, dividirei a oração em duas partes. (1) Oração em que recebemos a 'resposta ou a provisão' de Deus sem que façamos nada. Ex: orar por um enfermo. Nós, por nós mesmos (a não ser que sejamos médico e que tenha cura), não podemos curar. É somente Deus quem pode, então nós apenas oramos. (2) Oração que nos manda ir.

    Infelizmente oramos a Deus e esperamos que o nosso pedido cai de mão beijada, simplesmente porque não queremos sair do nosso lugar. Oramos pedindo um carro, por exemplo, mas não vamos trabalhar, não juntamos dinheiro, não vamos sequer ver um carro do nosso gosto. A oração não deve paralisar, pelo contrário, ela deve nos fazer agir, pois tem haver com AÇÃO.

    No filme "A Volta do Todo Poderoso", em certa cena a mulher do homem que foi escolhido para construir uma arca, foge com seus dois filhos porque não está aguentando a pressão de ver seu marido ser zoado por todos, dizendo que ele pirou. Mas essa mulher encontra Deus (embora ela não saiba que ele fosse), e eles conversam, então 'Deus' fala para ela mais o menos assim: "Se você pede a Deus paciência, Deus não vai te dar paciência, ele vai te dar a oportunidade de ser paciente [...] Se você pede a Deus que a sua familia seja mais unida, Deus não vai fazer sua família ficar mais unida, ele vai dar a oportunidade de vocês ficarem unidos.". E a oração dessa mulher era a união de sua família. 

    Outro exemplo que norteia essa ideia, é de dois homens que estavam concorrendo a uma mesma vaga de emprego. Um, era cristão, outro não. O cristão orava constantemente para que a vaga fosse sua, o não cristão se especializava e estudava. Na hora do patrão escolher quem contrataria, ele escolheu o não cristão. Desanimado o cristão orou "Deus, porque você não atendeu minha oração?", a resposta de Deus foi "ora filho, eu respondi sua oração, disse que se estudasse, a vaga seria sua".

    Muitos tendem a usar da oração como uma desculpa mesmo. Ou ainda, quando a resposta não vem, tendem a abandona-la. Então lembro-me de José. Esse homem foi vendido por seus irmãos, ficou preso um tempão, mas esperou em Deus, não desanimou, não deixou de usar o seu dom. Imagino quando ele orava, perguntando: "porque Deus?". Mas um dia ele foi honrado. Ele se tornou o segundo homem mais importante do Egito. Esse homem, se tivesse desistido, não teria salvo todo o seu povo da fome, inclusive sua família.

    O livro de Neemias conta- a história de um homem que orou, e após muito tempo orando, percebeu que ele mesmo era a resposta de sua oração. Então ele saiu de sua comodidade (servir e morar na casa do rei), e foi para a sua cidade guiar todo um povo para a reconstrução dos muros.

    Às vezes ouvimos Deus nos mandar ir, mas fingimos não escuta-lo, pois isso mexe com a nossa comodidade, e mexer no que nos deixa estáticos, não nos é de grande valia.

   Mas quando percebermos que oração não é somente falar, mas ouvir, talvez daremos mais importância a ela. Talvez escutemos a voz de Deus.



"Quando oro, falo com Deus. Quando leio a bíblia, Deus fala comigo. Um espírito dedicado à oração será um espírito pronto a escutar." (ANDREY MURRAY). 

    Por isso é necessário separar um tempo para ele. Quando fazemos isso, estamos dando daquilo que melhor temos, nosso tempo, para dedicar a Ele. Também precisamos separar um lugar. Jesus nos manda ir para o quarto, lugar de intimidade, lugar onde podemos ser nos mesmos diante de Deus. Também devemos perseverar, até receber uma resposta de Deus, ainda que essa seja não. Precisamos orar constantemente, tendo em mente que não é a nossa oração que é poderosa para fazer Deus ouvi-la, mas Ele é poderoso para ouvir a nossa oração.

Que assim possamos, orar em todo tempo Aquele que é digno de todas as nossas palavras. Pois Ele é fiel, Ele é poderoso, e Ele é nosso Pai para nos ouvir.

Que Deus nos abençoe.

Ronnedy Paiva
Colunista

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Leia também: Um Pai que Ama - Estudo I | Um Pai que Perdoa e a Igreja Machucada - Estudo II | Um Pai que Ouve - Estudo III (Parte I)