sábado, 24 de maio de 2014

Um Pai que Ouve - Estudo III (Parte I)


“Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei.” João 14:14

Hoje iremos falar sobre a oração, e para começar, vejamos a sua definição: 
 Oração é um ato religioso que visa ativar uma ligação, uma conversa, um pedido, um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento ou ainda um ato de louvor diante de um ser transcendente ou divino
(Via Winkipédia)

     Às vezes acabamos por não entender esse ato cristão e acabamos por menosprezar ou achar que não seja algo tão importante assim. Mas a verdade é que a oração é de mui importância para um relacionamento com Deus, pois a oração trata-se, a priori, em uma conversa, em intimidade, em relacionar-se com o Eterno. 
     Quando oramos, estamos respondendo a presença de Deus, estamos acreditando em um Deus pessoal que interage conosco e que pode agir em nosso favor. Quando oramos, colocamo-nos em nosso lugar, e damos a Deus o Seu lugar de honra, reconhecendo que nada podemos fazer, e que Ele pode tudo. Como um servo ante o seu Senhor se ajoelha e pede, nós podemos-nos "achegamos ao Trono da Graça confiadamente, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4:16)
     Entendendo que a oração é à base de um relacionamento, e vendo que ela é de grande valia - pois nos relatos bíblicos, vemos homens de grande inspiração para o meio cristão, orando, tendo em seu meio, o próprio Cristo que, andando entre nós, orava constantemente ao Pai - devemos nós também orar.
    E embora oremos, por muitas vezes temos usado esse meio de uma forma muito torpe. Muito oramos para pedir, pouco oramos para agradecer, pouco oramos para louvar, e pouco oramos para conversar. Oramos simplesmente para fins egoístas, colocando sempre 'a minha' vontade a frente de tudo, esquecendo que a oração não tem haver somente com falar, mas também com ouvir.

“Agradecer também faz parte da oração” (IVO MOZART, Anjos de Plantão).  


“Orai sem cessar.” (1 Tessalonicenses 5:17)

  Quando oramos, algo acontece no mundo natural e no mundo sobrenatural. A oração acaba por nos preparar para o futuro que ainda não conhecemos, ou que sabemos que vamos enfrentar. Ela nos muda, e ela influencia as ações de Deus. 

***
     A oração nos prepara. Quando nos colocamos na presença de Deus, com nossos medos, com nossos anseios, com nossas dificuldades, Ele ouve nossas orações, Ele nos da paz, e Ele nos envia para a 'batalha'. Um exemplo dessa paz que excede o entendimento (Fl 4:7). Vemos isso em um comentário interessante sobre a ora em quem Jesus orava:
“Onde foi que Jesus suou grandes gotas de sangue? Não no Palácio de Pilatos, não a caminho de Gólgota. Foi no jardim do Getsêmani. Lá ele ‘ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte’ [Hb 7.7]. Houvesse eu estado lá e testemunhado essa luta, teria ficado apreensivo quanto ao futuro. ‘Se ele se mostra tão quebrantado quando está apenas orando’, eu teria pensado, ‘que não fará quando enfrentar a crise real? Por que não consegue encarar a provação com a calma e confiança de seus três amigos que estão dormindo?’. No entanto, na hora do teste, Jesus caminhou confiantemente para a cruz com coragem, enquanto seus três amigos fugiram cada um para um lado.” (HADDON ROBBINSON)¹  
     Jesus é a prova de que quando oramos - mesmo que pareça que nada aconteceu - o sobrenatural age no natural em nosso favor, nos trazendo paz, ânimo, força, alegria o que for preciso para que sigamos para o alvo que nos foi proposto. Se considerarmos a oração ineficaz, estamos chamando Jesus de iludido, pois Ele orava. 

    A oração nos muda. É engraçado quando orando, nos questionamos no que temos errado e no que devemos mudar, e instantemente nos vem a cabeça atos que devem ser repensados e mudados para que algo aconteça e nos transforme. Uma experiência registrada é a de Neemias. Ele orava pelo seu povo, e por muito tempo orou até perceber que a resposta de sua oração, era ele mesmo. Neemias se levantou, voltou a sua cidade e reedificou os muros. Ele foi a resposta de suas orações. Ele mudou o que lhe era cômodo (ficar trabalhando para o rei) e foi colocar a mão na obra (organizar uma cidade para reconstrução dos muros).

    Esquadrinhando nosso coração, orando para que nos seja revelado aquilo que deve ser mudado, Deus começa a nos moldar, a remover as arestas, e mais do que isso, Ele nos capacita e nos da força. 

     As orações podem influencias as ações de Deus. É intrigante ler na biblia relatos como:Porque eu, o Senhor, não mudo.” (Malaquias 3:6);Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Números 23:19) e outros como: “Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.” (Gênesis 6:6); “E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez.” (Jonas 3:10)

    Então nos vem à mente (pelo menos a minha), como conciliar um Deus que não muda, com um Deus que se arrepende, e que muda mediante as orações?

    Primeiramente se faz necessário esclarecer o que significa arrependimento. Arrepender-se: Na origem da palavra, arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente. E não consertar algo que fez errado! 

    Deus não é um ser imperfeito para errar, mas Ele quer que certas coisas sejam diferentes. Com certeza Ele queria que todos fossem salvos, que se arrependessem de seus pecados e o reconhecessem como Senhor e Salvador, mas isso nem sempre é possível. Se lembramos do livro de Jonas, por exemplo, vemos ele ordenando que Jonas pregasse a cidade de Nínive porque a sua maldade tinha chegado a sua presença (Jn 1:2). Vemos posteriormente, que após a pregação de Jonas, o rei apregoa um jejum a todos da cidade (inclusive animais) e pede que todos clamem a Deus a fim de que Ele se arrependa e aparte o seu furor, de sorte que ninguém morra. E Deus vendo isso, que eles se arrependeram de seus maus caminhos, se arrepende do mau que lhes faria e não faz (Jn 3:7-10).

     Vemos a oração influenciando as ações de Deus. Antes, lhes ocorreria um grande mau, mas Deus por Sua misericórdia os envia alguém a fim de que eles possam mudar suas atitudes, e assim, mudar o curso do que Deus não queria fazer, a fim de que Ele reine sobre aquele lugar também. E Ele nos anuncia isso também.
“E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:9-11).

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14)

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.” (Mateus 7:7-8)  
     Então aqui está a chave dessa mudança. É exatamente porque Deus não pode mudar, que Ele muda. Seus atributos é não mentir e não se arrepender (Nm 23:19), Ele é o único livre para ser o que Ele é, e Ele é um Pai que não muda, não mente, e que atende a oração dos Seus filhos.
“A oração é o poder mediante o qual acontece aquilo que de outro modo não aconteceria.” (ANDREW MURRAY).     
    Mas uma coisa deve ficar clara. A influencia que nós exercemos em Deus, não pode ser contrária à Sua vontade. Não adianta eu orar pedindo a Deus que eu seja rico, se eu não me dispuser a trabalhar, e se eu colocar o dinheiro como o centro da minha vida. Não. A oração tem que ser bíblica, tem que ter embasamento e fundamento, não fins egoístas que podem nos tirar da vontade de Deus. Só vamos mudar algo mediante a oração, se esta for 'anteriormente' a vontade de Deus.     
     
    Antes de finalizar a primeira parte dessa reflexão, gostaria de lançar uma pergunta: será que você tem dado a real importância da oração em sua vida? Reflita, ore, e semana que vem leia a continuação desse texto.


Deus os abençoe.

Ronnedy Paiva
Colunista

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¹ YANCEY, Philip apud. Handdon Robinson. Oração: Ela faz alguma diferença?, Editora Vida, p. 103-104.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Amar é um verbo, e o Verbo é Deus - Parte VI

    Será que você poderia me responder qual desses acontecimentos (A Criação; A Queda; A Cruz) acorreu primeiro? 

     Cronologicamente falando, você me responderia que primeiro houve a criação - do mundo -, depois a queda - do anjo -, e por fim a cruz - de Cristo - como está disposto acima certo? E certamente essa afirmação está correta. Mas se eu disser que antes de haver luz, houve cruz¹? 

     Para facilitar, vou começar a falar sobre a Queda, depois sobre a Criação, e por fim da Cruz para entendermos melhor.


  • A QUEDA
     Como conciliar um Deus que sabe de tudo, que tem tudo em Seus planos com um acontecimento que deturpou a Sua criação, tornando-a má ao ponto de Deus se arrepender de te-la criada (Gn 6:6)? Será que Deus errou?

     Primeiramente é necessário esclarecermos o significado real de arrependimento: Na origem da palavra, arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente (Winkpédia). E não consertar algo que fez errado! Ou seja, Deus não errou.

    Deus com certeza sabia da queda, sabia que Lúcifer, seu ser criado e que era formoso e sábio iria corromper-se e orgulhar-se do que era e tentar ser como Ele (Ez 28: 11-19). Certamente Deus sabia disso, mas tanto o anjo como os seres humanos tem o livre arbítrio, e Deus decidiu não interferir nele.

     Mas a partir disso, sabendo que Ele sabe de tudo, forma-se (pelo menos pra mim, a priori) outra pergunta: Porque Deus simplesmente não criou Lúcifer? Bom, se Deus não o criasse, não iria existir pecado, assim, não haveria necessidade de perdão e da Cruz, e Sua criação não iria ama-lo por quem Ele é. Antes de existir qualquer coisa, quando ainda não existia nada no Universo, nem mal, nem pecado, nem coisa alguma, Deus quis unicamente por amor compartilhar com Suas criaturas o Seu amor. Esse é o motivo dEle ter criado tudo. O amor. (Quem quiser saber um pouco mais do conhecimento de Deus, assista o vídeo abaixo onde o Dr. Willian Lane Craig explica magnificamente esse conhecimento - assista quantas vezes for necessário.)


     Então, apesar de Deus saber que iria encontrar iniquidade em Lúcifer, e que ele iria induzir o homem a comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, Deus permitiu isso para que um plano maior fosse executado. Essa é a sabedoria dEle, que parece loucura, mas é mais sábia que a sabedoria de qualquer homem.

  • A CRIAÇÃO
    Deus criou tudo o que há no universo pelo poder da Sua palavra, como podemos ler na narração de Gênesis. Esse Deus criador é um ser transcendente, um ser que vive fora do mundo e que criou tudo o que nele há a partir do nada. E uma das provas cabais de que Deus fez o mundo, é que o mundo é imperfeito. 
“Deus cria à partir do nada. Portanto, enquanto um homem não for nada, Deus nada poderá fazer com ele.” (Martinho Lutero)
     Criou Deus os céus a terra e tudo o que há nele, e criou o homem a Sua imagem e semelhança, e Deus andava juntamente com o primeiro homem no Édem, até que um dia a serpente induziu a Eva e posteriormente Eva a Adão, a comer do fruto (nesse momento o anjo já tinha caído), então houve uma separação, e certamente o homem morreu. Afastou-se de Deus. Tornou-se impuro de Sua presença.  

     E sendo o mundo imperfeito, podemos nos questionar: como assim algo imperfeito pode ser a criação de um Deus perfeito?, e se Deus é perfeito, porque Ele não fez um mundo perfeito? A resposta está no pensamento cristão. Se Deus criasse um mundo perfeito, ou um homem que é perfeito e que não transgrediria a Lei de Deus, Ele não teria criado nada além dEle mesmo, pois tudo o que é perfeito é Deus, e o mundo não é perfeito, muito menos o homem. Vemos isso pelas tantas maldades que há nele, pela desigualdade e por tudo o que vem sendo noticiado nas mídias. 

    E isso é fato, vivemos em um mundo imperfeito, criado por um Deus perfeito. Isso partindo de algumas premissas: (1) existe um mundo; (2) nada não cria alguma coisa; (3) para se criar algo precisa de alguém. Então se existe um mundo, ele foi criado, pois ele tem inicio e fim como vemos na ciência. Se ele foi criado por Deus, então pelo pressuposto, juntamente com essa criação, Deus criou a guerra, ainda que seja a suma paz? Ele criou a maldade, ainda que seja a suma bondade? Ele criou o ódio, ainda que seja o sumo amor? Porque um Deus bom criou a maldade, o ódio e a desigualdade?

    O pensamento cristão responde isso também: Deus é a perfeição, então tudo o que é imperfeito é o mal, esse mal é a diferença entre o imperfeito e o perfeito. Logo, se os meus atos não condizem com o dEle, essa diferença é o mal, e ele pode ser do tamanho de um grão de mostarda, como pode ser do tamanho de uma montanha.

    Para exemplificar melhor isso, usarei do seguinte exemplo: esse texto é perfeito? Digamos que quase. Bom, se eu quero um texto perfeito, então preciso de Deus comigo. Então começo a redigir o texto, e logo na primeira frase Ele fala: para, está errado. Na segunda, na terceira frase até o final do texto Ele faz o mesmo. No fim, entretanto, o texto sai perfeito, mas não fui eu quem escreveu, foi Deus quem escreveu o texto perfeito. Se eu quiser um mundo perfeito, então Deus deverá estar junto comigo.
"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual escolheu para sua herança." (Salmos 33:12)
    E é aí que está a graça dEle. O que foi preciso para que existíssemos como seres imperfeitos que somos? Precisou que Deus tivesse nos deixado em paz, que Ele se retirasse do mundo para que eu pudesse ser o que eu sou, para que eu pudesse escrever o meu texto, viver a minha vida. 

     Ou seja, o mundo é um gesto de amor divino que para que possa ser como ele é - imperfeito -, exigiu que Deus se retirasse para que as coisas pudessem ser por elas mesmas. E esse "ir embora" é um gesto de amor, pois quando Ele faz isso, Ele aceita uma diminuição de si mesmo, Ele aceita uma redução, Deus aceita uma crucificação. Ele que poderia ter feito tudo para sair daquela cruz sem o menor esforço, se deixa crucificar por amor. Esse é o símbolo de alguém que se diminuiu para que eu e você possamos crescer e viver.

    Esse amor chama-se ágape. Deus prefere retirar-se, diminuir-se para que possamos viver. Mais de mim (imperfeito), menos de Deus (perfeito). Aqui reside o suprassumo do amor. Um Deus que é suma bondade, amor, paz, alegria, e tudo mais, se faz menor e cria num ato de bondade um mundo imperfeito para que nós existamos. 

   Então essa maldade que reside no homem, e que reside no anjo caído, é a diferença entre o que é imperfeito e o que é perfeito. No que eu faço, para o que Ele faz. O mal só existe por que Deus se retirou para que vivamos. Porque Se ele permanece, o mundo não permaneceria. Para algo existir além de Deus, isso tem que ser imperfeito.

  • A CRUZ
    Então temos dois viés: Um Deus perfeito, e um ser imperfeito. Como podemos habitar em um Deus perfeito sendo nós maculados pelo pecado, imundos pela maldade, imperfeitos por natureza? Se colocássemos algo imperfeito em Deus, isso seria expulso dEle, como foi feito com Lúcifer. Então precisava que existe-se um antidoto para que algo imperfeito pudesse habitar na suma perfeição.

     Então, antes da criação de qualquer coisa, houve a cruz. A Cruz é o ato de benevolência onde Cristo fez todo trabalho necessário para que pudêssemos estar nEle. Ele se sacrificou para perdoar o nosso pecado, para que eu e você com Deus, sejamos um. Para que eu pudesse estar em contato com Deus. O véu se rasgou, as muralhas caíram. Aleluia por isso.

    Um Deus que permitiu que um dos seus seres se corrompesse, e ainda assim o criou. Um Pai que criou um mundo imperfeito para nós, mesmos imperfeitos (pois o diabo iria nos tentar e íamos cair) pudêssemos viver, também "criou" o meio para que nós pudêssemos se achegar a ele novamente. E a cruz foi esse meio, foi essa ponte. 

   Ele fez todo o trabalho, Ele fez tudo. É pela graça. Não existe nada que fizemos. A unica coisa que podemos fazer é correr em sua direção, e pedir para que Ele esteja conosco, para que a nossa maldade (diferença) diminua constantemente, e acetemos o alvo.
     "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9)

   Então nos planos de Deus, antes da queda, antes da criação, Deus criou o meio para que nós pudêssemos novamente estar em contato com Ele. Deus "criou" a cruz.

Glória a Deus por isso e que Ele nos abençoe!



Ronnedy Paiva
Colunista

Leia Também: Amar é um verbo, e o Verbo é Deus - Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV e Parte V
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¹ Esta frase está em uma postagem do Caio Fábio, o link do Blog segue: < http://www.caiofabio.et >
14ª Classe Bíblica - Se o pecado surgiu com Lúcifer, porque Deus não o destruiu de imediato?, 2010. Disponível em: < http://blog.clickgratis.com.br/classebiblica/ >
FILHO, Clóvis de Barro. Aula 07:  A vida que vale a pena ser vivida. Cooper IHARA, 2013. Disponível em