segunda-feira, 7 de abril de 2014

Um pai que ama - Estudo I

    O que é amor pra você? 
    Amor, é o nível ou grau de responsabilidade, utilidade e prazer com que lidamos com as coisas e pessoas que conhecemos. A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser. - Via Winkipédia 
     O amor também é separado em algumas formas pelos gregos. Leiamos três:
  •  Eros
(ἔρως) significa a palavra grega moderna “erotas" com a sua significante de: “o amor (romântico)”;
  • Philia
(φιλία), amizade no grego moderno, um amor virtuoso desapaixonado, era um conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui a lealdade aos amigos, à família, e à comunidade, e requer a virtude, a igualdade e a familiaridade;
  • Ágape
(ἀγάπη) significa o “amor” no grego moderno atual. O s'agapo do termo significa “eu te amo” em grego. A palavra "agapo" vem do vocábulo “amor”. No grego antigo se refere frequentemente a uma afeição mais ampla do que à atração sugerida pelo "eros"; o agape é usado em textos antigos para designar sentimentos como uma refeição boa, a afeição de uma criança, e os sentimentos não carnais entre os os cônjuges.

    Para ilustrar melhor isso, vou pedir para que vocês se perguntem se tomariam o lugar de uma pessoa a qual amam, para sofrer em seu lugar (?). Como um pai que ao ver o seu filho enfermo, pede para tomar o seu posto, você faria o mesmo? Este daria a vida pelo seu filho, morreria em seu lugar.¹ Vocês creem que isso é amor? Eu creio que seja. Porém não é nem uma tênue e pálida sombra do amor de Deus. Enquanto um pai daria a vida pelo filho, Deus deu a vida do Seu filho por nós. 
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
    Agora lanço outra pergunta: nós, humanos, rebeldes, pecadores e egoístas, entregaríamos a vida do nosso filho amado para morrer por um bêbado, uma prostituta, um homossexual, um judeu ou - não indo tão longe - inimigo nosso? Entregaríamos a vida do nosso filho unigênito para morrer por alguém que não acredita em nós, que não nos ama? [...] Agora você consegue compreende a dimensão desse amor? Diferentemente dos pais terrenos, Deus não tomou o lugar do Seu filho, mas por amor, o entregou por nós quando ainda éramos pecadores (Rm 5:6), isso se deu para que tenhamos acesso a Ele, porque Ele nos ama, e esse amor que está em Cristo Jesus não pode ser mudado de forma alguma (Rm 8:38-39) - Glória ao Seu nome Senhor.    

[Assista]
     Lendo a passagem de João 3:16, percebemos que Deus é pai de Jesus, e em Romanos 8:16-17, que nós somos coerdeiros com Cristo. Ou seja, somos filhos de Deus também. E Jesus é o nosso modelo de relacionamento com Deus. Ele é o nosso gabarito, é onde podemos olhar e ver se nossas atitudes condizem com a dEle.

   Antigamente, as pessoas não tinham esse relacionamento com Deus. Filósofos como Aristóteles chamava-o de causa incausada, motor imóvel. Os profetas de Israel revelaram o Deus de Isaque, de Jacó e de Abraão. Mas só Jesus o revela como Pai. 
“Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. {Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.}” (Mateus 6:9-13) 
    Jesus chama-O de Pai. Isso foi um grande espanto para quem o ouviu. Como já dito, eles tinham um relacionamento que não era de pai-filho, mas de criador e criatura, algo como um deus de longe. Mas Jesus abriu uma nova dimensão de intimidade com Ele, e Paulo aos Romanos diz que nós podemos ter está mesma liberdade. 
“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’.” (Romanos 8:15) 
    Aba significa: pai, papai, tatá, meu pai. A idade média revelada em uma pesquisa por psicólogos dos EUA, diz que um bebê começa a falar com 14 a 18 meses de idade. E a primeira fala, independente do sexo, é pá, papá, papai. Já de um bebe da palestina antiga que falasse aramaico, era ab, ab, abá.

    Jesus fala que podemos nos referir ao Deus transcendente, infinito, todo poderoso, com a intimidade, a familiaridade e a  confiança inabalável de um bebe de 18 meses no colo do seu pai². Esse é o relacionamento que Deus quer: Pai e Filho. O amor dEle está nisso, entregar o Seu próprio Filho para morrer em nosso lugar. 

    Porque, então, queremos nos parecer bons diante dele, com palavras rebuscadas? "Para obter a atenção de Deus, não precisamos nos expressar com palavras difíceis ou com representações exibicionistas. Não precisamos convencer Deus da sinceridade de nossas carências. Já temos os ouvidos do Pai, por assim dizer. Deus sabe tudo a nosso respeito, e mesmo assim nos escuta"³. Não falamos com nosso pai dessa forma, rebuscadamente. Uma narrativa em Lucas 18:10-14 é bem interessante: 
Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano. O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, o pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” 
     Deus nos quer como criança, pois a uma criança tudo é dado: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.” (Mateus 18:3-4). Nós precisamos nos lançar em Seu colo; fazer o que temos pra fazer (trabalhar, estudar, etc), mas sempre voltando os nossos olhos para Ele.

    Assim, como podemos continuar os mesmos sabendo desse amor? Como ignorar um Deus que tira uma parte de si mesmo para criar um ser que tem a oportunidade de ser imperfeito afim de que creiamos nEle e o amemos de todo o nosso coração, alma, força e entendimento (mais de você, menos de Deus - menos de você, mais de Deus) por que Ele é nosso Pai? Deus é perfeito, e nos criou com essa liberdade. Quando pecamos, perdemos essa ligação com Ele, e por meio de Cristo, fomos reatados. Isso é amor. É amar primeiro, mesmo nós não merecendo (e nunca iremos merecer tamanho amor). Por isso e por tantas outras, não posso mais viver nesse nível raso, preciso mergulhar mais fundo no Seu amor. 'Vambora' nesse amor? 

Examine o seu coração, ore ao Pai, peça ajuda de outros irmãos na fé, e mergulhe você também em Deus, porque nEle, subsiste todas as coisas.

Continue acompanhando os próximos POSTs. Deus os abençoe!

Ronnedy Paiva
Colunista

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¹ Trecho retirado de uma pregação do Pr. Paulo Silva na 2 IPI Filadelfia de Londrina. 
²MANNING, Brennan. O Anseio Furioso de Deus. Mundo Cristão, 2010, p. 31-32. 
³YANCEY, Philip. Oração: ela faz alguma diferença?. Editora Vida, 2007, p. 163.

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