quarta-feira, 26 de março de 2014

Ainda...




Eu ainda me impressiono. Me impressiono com os sucessos, com os estigmas, com a falta de amor. Ainda me impressiono como a religião faz em nós, seres humanos, uma lavagem cerebral e não nos deixa entender que Cristo veio para pregar o amor, à Deus e ao próximo. Me impressiona o jovem que necessita de um abraço, ser considerado rebelde, porque seus responsáveis o xingam somente. Me impressiona o filho se sentir sozinho num lar, que tem no míximo outras cinco pessoas com ele.



Eu ainda verei, se Deus me permitir. Gente que largou de lado a placa de sua denominação, largou de lado o título e a representação social da religião, e passou a valorizar as pessoas. Gente que entende que ser humano é melhor do que ser fiel. Ser gente é melhor do que ser membro. Ser amoroso é melhor do que ser cabeça dura. Ainda vou ver Deus revelando que religião não transforma caráter, e que Cristo, apesar de toda essa parafernalha envolvendo o seu nome, pouco tem, ou quase nada tem a ver com religião. Deus é maior do que seu clubinho elitizado, do que sua reunião em pequenos grupos, do que as músicas que você considera sacra e demoniza as demais. Deus é maior do que tudo isso, e apesar de você talvez não querer concordar, talvez Ele nem esteja caminhando por aí, do mesmo lado que o seu pensamento.

Eu ainda espero, se as pessoas forem transformadas. Presenciar a revolução. Revolução de gente que pensa, mas muito mais do que isso, pensa em amor. Gente que quer ser, ver e causar mudanças para uma melhor interação com Deus. Gente que se preocupa com a senhorinha que é roubada pelos calhordas. Gente que chora com o menino que foi abandonado pelos pais e hoje é maltrato pelo casal que o adotou. Gente que chora ao ver pessoas nas ruas, sem ter quem lute por elas. Gente que sabe que o conhecimento é para vida, em benefício da vida. Gente que não admite conversas vãs que não chegaram a realidade, mas por ter foco na transformação daquilo que precisa acontecer, age. Lê quando tem de lê, mas troca o livro por um abraço em gente que precisa chorar. Gente que tem alma, é diferente de gente que tem só coração, ou só cérebro, quem tem alma e está disposto a servir para transformação desse século, consegue usar a cabeça, e fazer com que sintam o seu coração.

Eu ainda espero, ver arrependimento. Sim, ver a igreja junta, apesar das diferenças, convocando um jejum santo. Todas as tribos, povos e raças. A igreja confessando seus pecados, pedindo perdão pelos seus erros, e buscando ao Senhor, deixando-O ministrar sobre ela. Eu ainda espero ver gente pedindo perdão pelas mentiras, pelo orgulho, pela altivez, pelas idiotices em nome do Senhor. Eu ainda espero ver isso. Espero ver gente se perdoando, se amando, se abraçando, comungando. Espero ver gente que quer experimentar da paz, no vínculo do amor por meio da comunhão. Espero ver gente que queira experimentar a unidade das diferenças, assim como é nas três pessoas da Trindade, em um único Deus. A pluralidade formando o povo que Deus chamou para si, o povo chamado ser humano.

Eu espero, mas sei que devo fazer sentado. E você sabe o porque. Só é mais um sonho, que como a igualdade social, demorará para ver acontecer.




Que Deus te abençoe. Graça e paz.

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