quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Sobre Ele e ela. [Parte 6]

Para mim não há separação.

Não há divisão.






Podem ocorrer problemas. Podem ocorrer entraves. Podem ocorrer dificuldades. Podem ocorrer discussões. Tudo isso, não só pode como deve. Não existe visão, opinião e planejamento que não precise de um renovo; que não precise de um ânimo novo; que não precise de uma forma de abordar, um lugar novo à agir.

Não existe opinião fixa? Não existe fundamentos sólidos e inalteráveis?

Isso também é mentira. Existem fundamentos, princípios e valores que não se negociam. Não é tudo relativo. Não é tudo subjetivo. Não é tudo do jeito que você pensa. Não é tudo incerto. Não é cada um por si e Deus por todos.


A verdade, seria, é cada um pelo seu próximo, e todos pelo reino de Deus.

Chega de reino dividido. Chega de revelações pessoais. Chega de orientações específicas para vida particular elevadas à congregação, aos generalismos. Chega de se pensar em um relacionamento modelo, chega de se pensar em paternidade espiritual, chega de se pensar em misticismo e não na vida, nos relacionamentos.

Chega de achar que existem modelos além de Cristo. O único mediador entre Deus e os homens, viveu, morreu e ressuscitou. Está assentado a direito da Pai, reinando e governando o mundo com mão poderosa. E se o relacionamento que Jesus teve com o Pai, não for o suficiente para ser modelo para você, me desculpe, você está errado.

Chega de achar que pecado não tem consequência. Que pecado não tem problema. Que pecado deve ser ignorado porque todos pecamos diariamente. Sim, todos pecamos, contudo não é a vontade de Deus para a nossa vida. A vontade dEle é a nossa santificação.

Abro parênteses. Santificação é voltar-se a Cristo. Só sou santo enquanto estou em Cristo, ou melhor, enquanto o que é visto em mim, é similar aquilo que Ele apresentaria. Só sou santo, enquanto o que vive em mim é Ele, e eu estou crucificado com Ele na vida de temor, devoção e adoração ao Pai. Fora de Cristo não existe santificação. Jejum que não for para matar a carne por amor ao Senhor, está errado. Oração que não for por devoção, anseio da presença do Pai, não é oração, é mendicância. Dízimo que não for por devoção, generosidade, e confiança em Deus, em amor, é inútil. Devoção, que para muitos é traduzido como intimidade, é o caminho para o verdadeiro caminho à Deus. Práticas espirituais que não forem por amor, é como sino que retine, não serve para nada. Fecho parenteses.

Devoção. Como essa palavra está em falta em nosso coração. Como nosso coração já não arde mais. Como falar de Jesus ficou tão secularizado. Como conversar sobre pecados sem ser uma confissão, sem ser arrependimento é tão comum. Como é normal o cristão ser do mundo. 

Não sou de outro planeta. Aliás, alguns, quando caminham comigo, se espantam como consigo lidar com as pessoas de forma tão tranquila a respeito de vários assuntos ditos: mundanos. Mas não somos daqui. Ansiamos pelo totalmente outro. Ansiamos pelos Deus eterno, e nada O substituíra.

Não sou do mundo, mas vivo nele. O mundo como dito na bíblia, não tem tanto a ver com um lugar, entretanto, com a relação que temos com aquilo que dizemos ser de lá, coisas que concordamos ser fora da realidade da Igreja.

Aliás, acho estranho perguntas do tipo:

Você toma tereré? Mas você não é crente?

Você fica até madrugada na rua? Mas você não é crente?

Você andando por esses lugares? Mas você não é crente?

Não tenho problemas com horários, não tenho problemas com hábitos. Tenho problema com preconceito que a sociedade impõe sobre a Igreja. A maioria das pessoas se sentem julgadas pelos cristãos, confesso que ao meu ver, os cristãos são julgados como ET's. Assim como os ditos do "mundo" se defendem por não se poder "generalizar", nem todo o cristão deve ser enquadrado como religioso, e quando o mesmo tenta habituar-se aos costumes do mundo, o confronto preconceituoso acontece. Afinal: você não é crente, nem parece.

Essa frase aos meus ouvidos geram dois sentimentos:

O primeiro, de desespero. Cristo não está sendo visto? A mensagem de misericórdia, andar em meio aos "pecadores", o amor para com a vida deles, o convívio e a comunhão com eles é totalmente desvalorizado. De toda forma, o sentimento de desespero é grande. Me sinto um ET. Me sinto um soldado com a farda do exército adversário. Me sinto como alguém que mudou de lado. Que trocou o reino pelo interesse.

Em segundo lugar, me sinto completamente alegre. Esse tipo de confissão me alegra. Mostra-me não ser visto como um ET. Mostra que é possível ser crente lá fora. Mostra que o lidar com a vida, não deve ser totalmente espiritual. Quem só vive pro espírito, colherá no espírito, agora quem vive para vida, numa relação saudável com Deus, colhe uma vida abençoada pelo Pai, guiada pelo Espírito Santo, e que gera vida nos relacionamentos. Gente espiritual é diferente de gente com relacionamento com Deus. Gente espiritual vê pecado em tudo; gente com relacionamento com Deus, sabe se santificar, sem denunciar ou acusar ninguém. Gente que tem relacionamento com Deus, sabe que a mensagem de Deus, mais do que poderosa, leva em consideração o contexto, o momento e a hora a ser ministrada. O próprio Cristo de Deus, veio após 300 anos de silêncio profético. A mensagem não é peróla à ser jogada aos porcos, para todo o momento ser ministrada, sem aceitação. Mensagem de Deus, da cruz, tem local, tem momento. Precisamos de sensibilidade de Deus, e convívio com a Palavra, e intimidade com o Pai, para que a confissão, vire espaço para a mensagem e a mensagem ganhe o coração, o Cristo seja crido, confessado como Salvador e o Pai tenha os filhos perto dEle novamente.

Enfim. A vida é dinâmica, e o Cristo é vivo. A fé se não for também, não salva. O Deus vivo, quer gente viva que vive a vida. O Deus vivo, quer gente viva, que ame a vida, a sua mesmo e a do seu próximo. O Deus vivo, quer gente viva, que ame à Ele, a ponto de mudar o mundo, por amor ao Pai. O Deus vivo quer gente viva, que não anseie outra coisa, à não ser o Cristo ressucitado. O Deus vivo quer gente viva, que vive para a sua glória, conforme a sua vontade. 

Deus quer gente que se pareça com Ele. Deus quer gente que Ele possa governar. Deus quer vida conosco, e através de nós.

Em outras palavras:

"Finalmente, meus irmãos, alegrem-se no Senhor! Escrever-lhes de novo as mesmas coisas não é cansativo para mim e é uma segurança para vocês. Cuidado com os cães, cuidado com esses que praticam o mal, cuidado com a falsa circuncisão! Pois nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que nos gloriamos em Cristo Jesus e não temos confiança alguma na carne, embora eu mesmo tivesse razões para ter tal confiança. Se alguém pensa que tem razões para confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá. Tão-somente vivamos de acordo com o que já alcançamos. Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos. Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo. Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas. A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso". Filipenses 3






Que Deus te abençoe. Graça e paz.

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