quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A vida e o louvor ao Senhor

Alguma coisa me incomoda num fim de noite chuvoso. Uma vontade intensa de buscar a Deus, somada com um cansaço tamanho por tantas atividades realizadas no dia.

Não sei o que esperar. Não sei o que dizer. Algo no meu coração diz que a vida não é só isso.

Não é o que vemos na TV, tampouco, o que a TV nos propõe.

Não é o que vemos na vida dos outros, tampouco, aquilo que eles tem por certo para vida deles.

De vez em quando penso na vida como algo para ser aproveitado intensamente. Algo para ser vivido. Algo que se limita ao último suspiro.

Não quero ser um espiritualista, um "evangeliquês" que prega que a vida de verdade não está aqui. Que devemos ter nossos olhos na eternidade.

Confesso, isso me enche de esperança nos meus momentos de crise. Mas nos meus momentos de meditação, solitude, de conversa sincera e franca com Deus, o que ouço do bom Mestre é: Vida e vida em abundância.

Cristão não nasceu para ser infeliz. Mas também não nasceu para que tudo desse certo para ele. Cristão nasceu, e quando digo nasceu, me refiro ao novo nascimento (sem o qual ninguém é digno de ser chamado de cristão), para viver.

Viver seus momentos felizes, com a maior intensidade possível. Viver amizades verdadeiras. Viver bagunças inesquecíveis. Viver amores e paixões na juventude. É, cristão de vez em quando precisa parecer gente.

Também deve viver as crises, deve se rebelar contra a prisão que fora mantido (dogmas, paradigmas, julgos). Deve escolher seus caminhos. Deve passar suas dores, com toda a intensidade. Deve chorar as mágoas. Abraçar quando está carente.

Cristão deve viver.

Aprendo com o bom Mestre, que a vida é algo que glorifica a Deus, e não comportamentos. Porque comportamentos são modificáveis, mas o fôlego de vida, glorifica o Pai, sozinho, sem que o homem perceba. Sem que o homem queira um papel nisso.

A vida, em si, é o louvor da glória de Deus.

"Tudo o que tem vida louve o Senhor! Aleluia!" Salmos 150:6



Mateus Machado
Colunista

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