domingo, 14 de julho de 2013

De todo o Coração, Alma, Entendimento e FORÇA. [4/4]

"Qual é o principal de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, teu Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, te toda a tua alma, de todo o teu entendimento, e de toda a tua força." Marcos 12:28-30

    Hoje vamos dar continuidade ao estudo de Amar a Deus de todo o Coração, Alma, Entendimento e FORÇA. Este é o POST final, ou não, hahaha. Talvez eu faça a conclusão. Mas relembrando, já falamos de como amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, com todo o nosso entendimento  e hoje, falaremos de como amar a Deus com toda nossa força. Para isso, devemos compreendermos um pouco melhor o que é força.

    Segundo Isaac Newton, força é uma gradeza que tem a capacidade de vencer a inércia de um corpo, modificando-lhe a velocidade, seja ela na sua magnitude ou direção. Ou, como a NASA coloca: força é qualquer agente externo que modifica o movimento de um corpo livre ou causa deformação num corpo fixo. Ou seja, força é aquilo que nos mantem firme, que nos faz continuar, que nos faz ir.


    Quando pensamos em amar a Deus com toda a nossa força, logo nos vem a cabeça trabalhar na igreja, ou trabalhar na comunidade. Isso é comum, e sim, é uma forma de glorificar a Deus. Alguns exemplos clássicos se encaixam bem nesse âmbito, como Noé, na construção da Arca. Moisés, em seus 40 anos no deserto. Neemias, na reconstrução do muro. Mas queria ir um pouco além e colocar essa força em buscar a Deus.

Imagem Google
    Hoje em dia temos igrejas abarrotadas de pessoas que tem se doado em ajuda altruísta, doado o seu tempo em prol dos outros, mas tão vazias do evangelho, tão longe de Deus. E, ás vezes, isso tem uma explicação. Quando alguém se converte, ou é incluso na comunidade eclesiástica, logo lhe são jogadas inúmeras tarefas para prende-la ali. Então ela começa a exercer um trabalho sem qualquer intuito de fazer isso por amor - se enquadraria melhor em obrigação. Não é ensinado sobre primeiramente Amar a Deus e o Próximo com a si mesmo. Simplesmente lhe dão uma função, uma obrigação, sem ela estar totalmente arraigada em Cristo, firme em sua Fé, galgando rumo a Deus, entendendo um pouco da Graça. Então ela se vê presa a um ministério, a um favor ao pastor, e até mesmo a Deus, e começa pensar que "para que Deus a ame, tem que fazer alguma coisa para Ele".

    Porém não a nada que possamos fazer para que Deus nos ame mais ou menos. Quando decidimos ama-Lo e a busca-Lo em oração, na leitura da Palavra e escritos, e em comunhão com os irmãos, Ele começa a se revelar de uma forma sobrenatural, inexplicável e transcendente a nós. Então a partir do memento em que conhecendo a Ele, não só numa forma estereotipada, mas pessoal e intima, apreciamos e compartilhamos do Seu amor infinito; é como se um instinto brota-se em nós, um instinto de adorarmos com tudo o que temos, que somos, que podemos dar, inclusive com o nosso serviço abnegado em favor dos irmãos. Com toda a nossa força. 


   Mas precisamos entender que nada disso vem pelos nossos méritos. Não é porque o nosso trabalho é impecável ou por que merecemos. Pois como C. S. Lewis diz: "Quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende dEle. Se Ele não se quiser revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-lo."



    Mas Ele nos promete que se O buscarmos de todo o nosso coração, o acharemos (Jr 29:13), e a medida que O conhecemos, percebemos que não é por obrigação, mas por amor e simplesmente por isso, que ajudamos alguém, que usamos as nossas forças em algo. E a partir desse conhecimento iremos 'trabalhar' como forma de louvor a Ele. Tornando-se assim uma forma de demostrar esse amor nosso para com Aquele que nos amou primeiro. E ainda que seja falho os nossos feitos humanos, é nessa força que Deus age. É Ele quem usa a nossa fraqueza para nos deixar forte.

O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.
- Madre Teresa de Calcuta
    A força que vem dEle deve ir para Ele como forma de agradecimento, de louvor, de amor. E isso é feito quando O buscamos ainda que cansados. Lemos a bíblia não porque é uma "obrigação do cristão", mas porque queremos ouvi-Lo falar através dela e aprender mais dEle por ela. É deixar Deus falar na oração, mesmo quando estamos estourando de raiva a fim de xinga-lo por não entendermos milhares de coisas que aparecem na nossa rotina e nos deixam abalados, ou porque temos milhões de pedidos egoístas e fúteis para apresenta-Lo. É entender que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo o seu proposito (Rm 8:28), mas que nem tudo é do nosso jeito. É ainda exausto, ajudar o irmão que está precisando de uma forcinha em alguma coisa - não por obrigação, mas por amor. É ainda triste, alegrar-se nEle. É ainda fraco, continuar.

    É ainda com medo, sentindo-se sozinho, como Jesus no Getsemani, confiar em Deus, e ir rumo a Sua vontade. E é nessa força que devemos ir. Na vontade de vê-Lo, de agradece-Lo, de conhece-Lo, de mostrar ao mundo o Seu amor através dos nossos serviços, do nosso modo de vida, com todo o nosso empenho, com todas as nossas forças. Por amor, e só por isso, pois se não houver Deus no nosso trabalho, nada passa de vaidade, tudo se torna vão e vazio para Ele. 

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1
Colunista

Um comentário:

  1. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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