quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Aprendendo a falar a linguagem de Deus – Parte 2


Porque qualquer que ainda se alimenta de leite 
não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.
Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume,
têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.
Hebreus 5:13-14

                Precisamos de tempo para aprender a Palavra de Deus e conhecer seu coração. Embora muitas coisas estejam definidas na Palavra e seja obvio qual é a vontade de Deus, há outra coias que não estão escritas em preto e branco. Devemos conhecer o seu coração e sermos guiados pelo Espírito Santo.
                A Bíblia não diz que faculdade cursar, em que empresa trabalhar, que tipo de carro comprar ou quando trocar por um novo, quando comprar uma casa, etc. Quando trabalhamos em uma emprega e queremos promoção, esse desejo pode ser a vontade de Deus para nós; mas também pode ser cobiça. Como saber a diferença ?
                O tempo é a resposta.
                Leva tempo para conhecer a Deus, conhecer o nosso próprio coração e ser totalmente sincero com nós mesmos e com Deus. Leva tempo para aprender sobre motivações e  discernir se as nossas são puras.

“ Se for da Tua vontade”
... Nada tendes; porque não pedis.
Pedis, e não recebeis, porque pedis mal,
para o gastardes em vossos deleites.
Tiago 4:2-3

                Há algumas coisas tão claras na Palavra de Deus que não temos que orar “se for da tua vontade”.
                A salvação é um bom exemplo.
                Em ITimóteo 2.3-4 a Bíblia declara que é da vontade de Deus que todos sejam salvos e cheguem ao seu pleno conhecimento.
                Tiago 4.2 diz que não temos porque não pedimos. O versículo 3 diz que, às vezes, pedimos e não recebemos porque pedimos mal e por motivos egoístas.
                Às vezes é difícil pensar isso de nós mesmos, contudo é verdade, principalmente para o crente que não permitiu o processo de purificação de Deus em sua vida. Nesse estado, uma pessoa tem Deus dentro dela, mas também tem uma abundancia de “si” mesma.
                Quando o que pedimos não está claramente descrito na Palavra e não temos certeza da resposta de Deus, é sábio, e é um ato de verdadeira submissão, orar “seja feita a tua vontade.”
                Há uma diferença entre fé e confiança, tolice e presunção. A menos que a diferença seja discernida, a vida espiritual se torna uma tragédia em vez de um triunfo.
                Devemos resistir à tentação de brincar de ser o “Espírito Santo”. Pelo contrario, devemos deixar Deus ser Deus.

Equilíbrio, sabedoria, prudência, bom senso e bom julgamento
Todo prudente procede com conhecimento,
mas o insensato espraia a sua loucura.
Provérbios 13:16

                Hoje em dia no reino de Deus lideres e liderados têm dificuldades com o equilíbrio. A doutrina que se refere ao poder das palavras, à língua, à confissão, a proclamar as coisas que não são como se fossem e chamar coisas à existência é um exemplo em que pessoas chegam ao extremo. Parece que a carne quer viver à beira do caminho e tem dificuldade em se manter nos limites de segurança.

Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário,
anda em derredor, bramando como leão,
buscando a quem possa tragar;
1 Pedro 5:8

                Os extremos são, na verdade, o playground do diabo. Se ele não pode levar um crente a ignorar completamente uma verdade e viver decepcionado, sua próxima pratica será torna-lo tão parcial e sem equilíbrio com aquela verdade que não estará numa condição melhor do que antes. Às vezes, ele estará bem pior.
                A sabedoria é o tema central da Palavra de Deus. Na verdade, não há uma verdadeira vitoria sem ela. No dicionário Webster’s II New College, sabedoria é definida como: “1. Compreensão do que é verdadeiro, certo ou duradouro. 2. Bom julgamento, senso comum.” É fácil encontrar hoje em dia pessoas ate mesmo dentro da igreja que simplesmente não usam o bom senso.
                A sabedoria não é radical. Provérbios 1.1-4 diz que a sabedoria é cheia de prudência e a prudência é boa despenseira.
                No mesmo dicionário, prudência é definida como “administração cuidadosa, economia.” A forma do adjetivo, prudente, é definida como “usar bom julgamento ou bom senso ao lidar com assuntos práticos.” Dessa forma, podemos dizer que sabedoria é uma combinação de equilíbrio, bom senso e bom julgamento.
                Uma pessoa que prega a palavra de Deus tem a responsabilidade de se fazer entender de maneira sensata, para que as pessoas de qualquer nível espiritual o compreendam. Fazer a declaração generalizada de que “você pode ter o que diz”, sem qualquer explicação, é perigosa para um cristão imaturo. Teriam que completar tal declaração com: você pode ter o que diz, se o que diz está alinhado com a Palavra e a vontade de Deus naquele momento particular.
                Deus chama muitas pessoas para fazer alguma coisa, e estão cheias do que Deus colocou na vida delas, mas se não forem cuidadosas, podem ficar tendenciosas. Podem começar a agir como se o que estão ensinando fosse a única coisa importante na Bíblia. Isso pode não ser intencional, mas é nessa hora que se tem a necessidade de parar e pensar se o material esta sendo apresentado de forma equilibrada, os “bebes em Cristo” só conhecem o que é ministrado a eles e nada mais.
                Creio fortemente no poder da confissão. Creio que devemos falar para nossas montanhas e também que muitas, senão a maioria das respostas aos problemas esta definitivamente bem debaixo do nosso nariz – na língua. Creio fortemente na maturidade do crente, na crucificação da natureza carnal, na morte do egoísmo, na necessidade da obediência e  na submissão ao Espírito Santo.

O que contamina o homem não é o que entra na boca,
mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.
Mateus 15:11

Parte 1
                 Post baseado no livro Eu e minha boca grande - Joyce Meyer.

Carol cruz
Colunista

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