quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre nós, Oração e o Salmo 5



O salmo quinto é engraçado, é um salmo que fala de grandes verdades, de algumas situações contextualizadas e o mais incrível, fala da minha e sua vida. O salmo quinto é uma verdade cotidiana, texto passível de estudo repetido e não repetitivo.

"Dá ouvidos às minhas palavras, ó SENHOR, atende à minha meditação. Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei. Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei. Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade. Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento. Porém eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo. SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; endireita diante de mim o teu caminho. Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua. Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se rebelaram contra ti. Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo" Salmo 5


Vamos a nossa primeira verdade: Conhecimento sobre oração. A primeira grande verdade desse salmo é o conhecimento da oração, que por sinal divide-se em outros subpontos. Davi, o salmista do respectivo, começa clamando a Deus em seu favor.

Veja, oração pode até ser quieta, mas trata de profundidade, sinceridade. Orar não é somente falar, ou estar ciente da presença de Deus, embora seja essa a definição de oração para mim, "consciência da presença de Deus". Orar é abrir o jogo, é dizer a Deus: Pai! Ouve as minhas palavras, veja, estou falando contigo, que já nos leva a pensar também que o salmista entende que oração resulta em resposta.

Oração não é falar ao nada, oração tem poder, oração muda seu modo de pensar, oração te aproxima de Deus, oração é falar para quem te ouve.

Oração é o momento de intimidade, em que Deus e você estão unidos, ou você ou Ele está falando, abrindo o coração sobre os planos diários e desejos. O outro, por conseqüência está ouvindo. Deus ouve orações.
O segundo subponto da verdade de conhecimento de oração, é que o salmista em sua oração consegue engrandecer a Deus, como toda a oração deve ser feita.

Abro parênteses para lembrar-te da oração de Jesus, ou a oração que Ele nos ensinou. Que em certo momento passa pelo período de engrandecimento do nome de Deus. "Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso, venha nós o vosso reino..."

Davi, consegue engrandecer a Deus, dizendo que Ele é o Deus de sua vida e o rei todos os tempos. Davi nos ensina que é possível conhecer a Deus através da oração.

O último subponto, do conhecimento da oração é que Davi nos ensina até mesmo que oração é dependência de Deus.

Veja, no salmo ele diz que ora pela manhã - "pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei" - É necessário muita atenção nesse momento, sério. Não há nenhuma diferença entre, orar de manhã, a tarde ou a noite. Mas o que o salmo está nos dizendo é que oração é algo que representa confiança em Deus. Quem ora de manhã, não está impulsionado a orar por saber o que Deus já fez no seu dia. Ora por saber quem Deus é, e independente de tudo o que aconteça no seu dia, Deus é o Senhor da sua vida.

É dizer a Deus: Oh, estou confiando em Ti, desde a hora que acordo, independente de tudo, pois a vida de oração que o Senhor tem me inspirado a ter, me mostra quem Tu és, e que tudo podes, nenhum dos planos podem ser frustrados, a Tua vontade será feita, independente de tudo.

Quem ora de manhã, confia que Deus é Senhor do dia, que o Seu cuidado importa, tudo está nas suas mãos, que Deus é o Senhor do mundo e nada acontece fora da Sua vontade.

Aprendo que orar de manhã não difere de orar a tarde, a noite, ou pelas madrugadas, ou a interceder. De fato, o que importa é orar. Porém, de manhã, assim que acordo, é entregar a vida diariamente para a glória de Deus.


A nossa segunda verdade do salmo cinco é: conhecimento da santidade de Deus. Essa verdade não tem subpontos. O salmista fala duma verdade que pouco se fala hoje, Deus é santo.

Santidade é um termo que quer dizer separação e não quer dizer rituais. Santidade não quer dizer jejuns, orações de diferentes formas, pulando, rodopiando ou etc (não estou falando que não pode ser algo de Deus, só estou falando que isso não é sinônimo de santidade).

Santidade também não está ligada a decisões a serem tomadas, santidade está ligada a Deus e revelação dEle. Ora, existem pelo menos duas aplicabilidades do termo santidade, um aplicado a Deus e outro aos homens. O termo referindo-se à Deus, revela seu caráter, separado do homem, separado da maldade, separado do pecado, separado do sentimento invejoso ou vazio do homem. Santidade quando ligada a Deus, está referindo a plenitude moral que Deus nos transmite, plenitude de amor, e de todas as demais características que Deus demonstra e o homem não.

Quando ligada ao homem, santidade quer dizer o quanto um homem pode representar a Deus no seu dia-a-dia, no cotidiano. É ser parecido com Deus, sem que aquilo ganhe sinônimo de sacrifício. O salmista conhece algo sublime em Deus, e parte do versículo anterior o alerta sobre vigiar e também manter-se santo mesmo enquanto os pecados.

A nossa terceira, e última verdade do salmo: é a confiança do salmista na Graça de Deus. Veja que a palavra usada pelo salmista não é bem graça no texto, mas é o que me leva a entender.

Graça, como favor imerecido, tem por função, fazer com que o homem, mesmo no seu estado de pecado (podre), possa se aproximar de Deus, algo que somente o sangue de Cristo (dado por Graça), pode fazer. Quando Davi diz que entrará na casa de Deus pela grandeza da benignidade, está afirmando duas coisas que é necessidade da igreja aprender sobre a graça de Deus:

Ela não é uma pessoa da trindade, trindade de três e não de mais pessoas, e graça não é pessoa, é um atributo de Deus. Ela não é acima de qualquer outra 'característica - atributo' de Deus, é como Seu amor, Sua misericórdia e somente isso, maximizá-la é um problema, minimizá-la também.

A segunda coisa sobre graça, é que ela nos leva ao temor a Deus, e Davi diz isso: 'em temor me inclinarei'. Graça, assim como o amor, a misericórdia, o perdão, o poder, a glória, os atributos de Deus, nos levam a adorá-lO, a temê-lO. Graça é entendimento que não merecemos é que tudo foi por Ele. Mas nada além disso, ela existe para consciência limpa e não para vida sem representação de Deus.

Mateus Machado
Colunista

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