sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O que dirige a sua vida?

“O homem sem propósitos é como um barco sem leme – um vira-lata, um nada, um ninguém.”
Thomas Carlyle
 
 Dando continuidade no post de quarta-feira, quero falar também sobre o livro “Uma vida com propósitos” de Rick Warren.
    
    A vida de todo indivíduo é dirigida por algo. A maioria dos dicionários define o verbo “dirigir” como “guiar, controlar, direcionar”. Se você está dirigindo um carro, batendo um prego ou rolando uma bola de golfe, estará naquele momento guiando, controlando e direcionando. Qual a força motriz que dirige sua vida?
        Neste exato momento, é possível que um problema, uma urgência ou o fim de um prazo determinado estejam dirigindo você. É possível que uma lembrança dolorosa, um temor ou uma crença inconsciente também o estejam dirigindo. Centenas de circunstancias, valores e emoções podem dirigir sua vida. Eis aqui cincos dos mais comuns.
         
 Somos dirigidos pela culpa. Algumas pessoas passam a vida inteira fugindo do remorso e ocultando a vergonha. Dirigidas pela culpa, são manipuladas pelas lembranças. Permitem que o passado controle o futuro e frequentemente punem a si mesmas, sabotando o próprio sucesso. Quando Caim pecou, sua culpa afastou-o da presença de Deus, que disse: “Você será um fugitivo errante pelo mundo” (Genesis 4:12).
Somos produtos de nosso passado, mas não precisamos ser prisioneiros dele. O propósito de Deus não é restringido pelo nosso passado. Ele tornou um assassino chamado Moisés num líder, e um covarde chamado Gideão num corajoso herói. E também pode fazer coisas maravilhosas na sua vida. Deus é especialista em dar às pessoas um novo começo. A Bíblia diz: “Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos!” (Salmos 32:1).
       
  Muitos são dirigidos pelo ressentimento e pala raiva. Algumas pessoas apegam-se a mágoas, sem jamais superá-las. Em vez de aliviar a dor por meio do perdão, revivem-na continuamente em pensamento. Quando dirigidas pelo ressentimento, “calam-se” e interiorizam a raiva, enquanto outras “se irritam” e agridem outros. Ambas as reações são nocivas e inúteis.
O ressentimento sempre machuca mais o ofendido que a pessoa que ofendeu, Enquanto o ofensor provavelmente já esqueceu o insulto e seguiu em frente, você continua angustiado em sua dor, perpetuando o que aconteceu.
           Aqueles que o magoaram no passado não poderão continuar a feri-lo, a menos que você se agarre à dor por meio do ressentimento. O que passou, passou!
       
   Muitos são dirigidos pelo medo.  Seus temores são provavelmente o resultam de experiências traumáticas e de expectativas ilusórias, do crescimento em um lar extremamente severo ou mesmo de predisposição genética. Independentemente do que tenha causado tal situação, pessoas dirigidas pelo medo com frequência perdem grandes oportunidades por terem medo de correr riscos. Em vez disso, elas se comportam de maneira cautelosa, evitando riscos e tentando manter a situação vigente.
O medo é a auto-imposição de um cárcere, que o impedirá de se tornar o que Deus pretende que você seja. Você tem de agir contra isso, com as armas da fé e do amor. A Bíblia diz: “No amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1Jo 4:12).

Muitos são dirigidos pelo materialismo. Seu desejo de adquirir se torna o único objetivo na vida. O impulso de sempre querer mais baseia-se no conceito errôneo de que ter mais me tornará mais feliz, mais importante e mais protegido. Mas os três pensamentos são falsos. Posses somente trazem felicidade temporária. Uma vez que as coisas não se modificam, acabamos nos entediando e então passamos a desejar modelos mais novos, maiores e melhores. Também é um mito a concepção de que, quanto mais
possuir, mais importante serei. Auto-estima e patrimônio não são a mesma coisa. Seu valor não é determinado pelas suas posses, e Deus deixa claro que as coisas mais valiosas da vida não são os bens!
O mito mais frequente a respeito do dinheiro é o que diz que, quanto mais dinheiro se tem, mais protegido se está. Isso não é verdade. Riquezas podem ser perdidas em um piscar de olhos, em virtude de uma enorme quantidade de fatores
incontroláveis. A verdadeira proteção só pode ser achada naquilo que nunca poderão tomar de você — seu relacionamento com Deus.

    Muitos são dirigidos pela necessidade de aprovação. Eles permitem que as expectativas dos pais, esposas, filhos, professores ou amigos controlem sua vida. Muitos adultos ainda tentam ganhar a aprovação de pais que nunca estão satisfeitos. Outros são dirigidos pela pressão social, sempre preocupados com o que os outros poderiam pensar. Infelizmente, os que seguem a multidão acabam normalmente perdidos nela. Não conheço todas as chaves do sucesso, mas uma chave para o fracasso é tentar agradar a todos. Ser controlado pelas opiniões dos outros é uma forma segura de deixar de lado os propósitos de Deus para sua vida. Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores”. (Mateus 6:14). Existem outras influências que podem dirigir sua vida,
mas todas levam ao mesmo impasse: potencial não aproveitado, estresse desnecessário e uma vida não realizada.


Rennan Reichardt
Colunista

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