segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Igreja, como a ultima opção!?


Você já parou para pensar que, talvez, a igreja seja a ultima 'saída' para uma pessoa que pensa em por fim a sua vida? Que ao adentrar aquele lugar ele(a) anseia ser notado, fazer um amigo, ter um ombro a quem chorar, ou pelo menos ter a oportunidade de dizer o seu nome?

Diante desse fato, não muito distante da nossa realidade, como temos nos portado, tem sido indiferentes a presença dessas pessoas ou a temos notado? Como estamos, como cristãos, no quesito inclusão, seja de um jovem da classe média ou de um excluído social? 

Infelizmente no nosso cotidiano, por muitas vezes, passados despercebidos por esses indivíduos. Por muitas vezes o foco dos ministérios, ou das pessoas, tem sido tanto dentro da igreja que, aqueles que não congregam são esquecidos. A igreja virou uma reunião dominical tão normal, infelizmente, que a essência foi deixada de lado. Deus, e Deus é amor, e Amor salva. E não seria espantoso dizer que, talvez, a igreja não seja a ultima, nem a primeira, nem sequer qualquer opção de um suicida. Que ele nem tenha cogitado essa ideia. Pois para ele, é indiferente, porque nunca foram diferentes.

Não estou jogando um peso em cima de ninguém, muito menos culpando alguém por essas pessoas que se matam. Mas estou lhes chamando para a realidade. Isso é fato, as estatísticas dizem que a cada 100 mil habitantes, 32 se matam. Pode parecer insignificante, mas não estamos falando só de números, mas de pessoas. Por elas foram pago um alto preço, e cabe a nós, como enviados de Cristo manifestar isso. 

Não podemos nos fechar a essas pessoas. Pelo contrário, temos que ir em busca delas. A igreja somos nós, e devemos proclamar o evangelho, que é salvação, em todos os lugares e pessoas que formos.

Não podemos ficar estáticos dentro de um templo a espera de uma pessoa que pense se matar. Se for a vontade de Deus, ela irá, mas é muito mais provável que ela não vá a igreja antes disso, mas que, pode ser que vá à faculdade, por exemplo. Ou então ao trabalho, ou a praça, a padaria, em um monte de lugares onde você, como guiado do Espírito Santo, é colocado para fazer a diferença, e não ser indiferente. Onde uma vida pode ser salva apenas por ser notada por alguém. Alguém que é cheio do Espírito Santo, e sabe como amar.

Eu assisti a um filme esses dias que falou muito comigo, seria legal vocês verem também. Segue abaixo o trailer, e uma fala de uma das cenas:

"O que você faria por vinte dólares? Beijaria a boca de um cachorro, levaria sua mãe à uma festa? Fazemos coisas malucas por vinte dólares, mas o que faríamos por um centavo? Levaria sua mãe a uma festa, beijaria a boca de um cachorro? O engraçado é que nós tratamos as pessoas dessa forma. Algumas merecem a nossa atenção enquanto, simplesmente ignoramos outras como se não tivessem valor."


Que Deus nos abençoe e nos leve a essas pessoas!

Ronnedy Paiva
Colunista

Nenhum comentário:

Postar um comentário