quinta-feira, 9 de agosto de 2012

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Então Pedro, aproximando-se dele, disse: 
Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim,
 e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; 
mas, até setenta vezes sete. 
Mateus 18:21-22

Perdão: é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

Em algum momento de nossas vidas, todos já sofremos injustiças, ofensas e pecados. Como devemos reagir quando tais ofensas acontecem? De acordo com a Bíblia, devemos perdoar, Efésios 4:32 declara: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. ” Da mesma forma, Colossenses 3.13: “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” A chave nos dois versículos é que devemos perdoar aos outros, como Deus nos perdoou. Por que devemos? Porque já fomos perdoados!

O perdão seria simples se nós tivéssemos que perdoar somente àqueles que vêm pedir com tristeza e arrependimento. A Bíblia nos diz que devemos perdoar incondicionalmente àqueles que pecaram contra nós. Recusar-se verdadeiramente a perdoar a uma pessoa demonstra ressentimento, amargura e raiva (nenhuma característica própria de um cristão). Na oração do Pai Nosso, pedimos a Deus que nos perdoe de nossos pecados, assim como perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6:12). Jesus também disse em Mateus 6.14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

Sempre que falhamos desobedecendo a um dos mandamentos de Deus,  pecamos contra Ele. Todas as vezes que fazemos mal a outra pessoa, pecamos não somente contra ela, mas também contra Deus. Quando olhamos o tamanho da misericórdia de Deus em nos perdoar de todas as nossas transgressões, nos damos conta que nós não temos o direito de reter esta graça para os outros. Pecamos contra Deus infinitamente mais do que qualquer pessoa poderia algum dia pecar contra nós. Se Deus nos perdoa tanto, como podemos recusar perdão a outros por tão pouco? A parábola de Jesus em Mateus 18:23-35 é uma poderosa ilustração desta verdade. Deus promete que quando viermos a Ele pedindo perdão, Ele nos perdoará  (I João 1:9). O perdão que estendemos não deve ter limites, da mesma forma que o perdão de Deus é ilimitado (Lucas 17:3-4).

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das característica do forte.
Mahatma Gandhi



Carol Cruz
Colunista

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