terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre nós, a nossa rebelião, a vitória do Messias, e o Salmo 2

"Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam"  Salmos 2:1-12

         
                    Em primeiro lugar, é de natureza não querer viver debaixo de um controle de Deus. Algo que vêem desde o Éden. Para se entender a verdade aqui demonstrada, precisa-se entender o conceito de rebelião: que é o sentimento de inovação no poder. Para que haja rebelião, faz-se necessário que um poder anterior já esteja em curso e no caso da vitória dos rebeldes, esse poder caia.

O homem experimenta de um cuidado único e do poder de Deus em sua vida desde a fundação do mundo. Sabe que Deus é maior do que ele. Porém submeter-se a essa visão não é algo muito agradável. É de natureza humana ter um espírito independente. Ser dono de sua vida. Julgar suas próprias causas. O homem gosta de ter esse sentimento sobre si, sensação de poder e domínio. “Rompam-se as ataduras e sacudamos de nós as cordas”.

Em segundo lugar, esse sentimento de independência não causa desconforto em Deus. Veja, essa sensação de caçoar, ou zombar, para mim, tem o sentido de que Deus olha para a humanidade e diz como um pai ao filho: “você sabe quem está certo – hahaha – faça seu caminho”. Eu não consigo imaginar Deus pensando de outra maneira nesse salmo. É uma mescla de saber o que acontecerá com o sentimento de cuidado, é o alerta somatizado a necessidade que o homem tem de amadurecer.

Deus sabe que o caminho que o homem quer seguir o trará consequências das mais diversas, já o alertará disso vários momentos da história. Deus os quer por perto, sujeitos a Sua vontade. Deus quer que o homem entenda os Seus planos. Deus quer que o homem o conheça e se submeta, sabendo que Ele tem o melhor. Deus quer ser Deus em sua vida.

            E em terceiro lugar, Deus se maravilha a revelar-se aos homens. É incrível como o salmista fala das maravilhas do messias. Fala com certa propriedade, sabe quem o messias será, conhecimento pleno de Deus. Manifestação única e especial na vida e através da vida do Messias.

O mestre terá poder sobre todas as coisas, terá as nações por herança, terá louvor de toda a terra. Toda a humanidade se prostrará e confessará que existiu somente um messias, que morreu e ressuscitou dentre os mortos. O filho de Deus será o único que poderá receber confiança dos homens, terá poder para esmigalhar, terra por possessão. O filho de Deus é único, maravilhoso e poderoso. Deus se preocupa o suficiente com o homem para não deixá-lo enganar-se a si mesmo, e mandar alguém que O faça restaurar relacionamento com o Pai.

            Para encerrar, deixarei um trecho do salmo para sua meditação: “Agora, pois, deixai-vos instruir pelo messias”.




Mateus Machado
Colunista

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