sábado, 16 de junho de 2012

Quando Deus parece distante

Uma das coisas que nós cristãos buscamos de todo o coração é ter uma amizade sincera com Deus. Orar, andar, cantar, trabalhar e saber que estamos adorando a Ele por excelência. Quando mais lemos a Bíblia, não queremos mais para de ler porque aquilo pra nós é essencial e prazeroso. Colocar um música no computador/radio, e ouvir aquela letra da música penetrando em nosso coração. Sentimos um fogo que acende em nós, assim como diz a música:



“Fogo de Deus
Acende em nós
Paixão, pelo Teu nome” (vídeo acima)

Aaaaaaaaah, como é massa o sentimento do primeiro amor. Sentimos e aproveitamos cada segundo e como aproveitamos a presença de Deus pertinho de nós.
Mas de repente, agente senti que não estamos perto de Deus e pensamos que fizemos algo com de errado pra Deus, que pecado e acabamos afastando Ele de perto de nós. Não é nada disso. Rick Warren diz que “Para amadurecer sua amizade, Deus irá testá-la com períodos de aparente separação – momentos em que se tem o sentimento de que fomos abandonados ou esquecidos por Deus.”. E não entendemos nada e nem o porque que isso tudo está acontecendo, sendo que, muitas vezes, estamos ali, fazendo o que aos nossos olhos é o certo: orando, lendo a palavra, adorando.
Em Isaias 45:15 retrata que o próprio Deus reconhece que algumas vezes esconde a face de nós: “Verdadeiramente tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o Salvador.”, entretanto, relata que Ele continua sendo o nosso Salvador, aquele que me ama, me protege, me abraça, que divide comigo o fardo e os momentos difíceis.
Floyd McClung descreve em seu livro Finding Friendship with God o que acontece:
“Certo dia, você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão espiritual se foram. Você ora, mas nada acontece. Repreende o Diabo, mas isso não muda nada. Faz exercícios espirituais [...] seus amigos oram por você [...] você confessa todo pecado que consegue imaginar e então sai por ai pedindo perdão a todos que conhece. Você jejua [...] e nada ainda. Então começa a se perguntar quanto tempo essa escuridão espiritual irá durar. Dias? Semanas? Meses? Será que ela vai acabar? [...] você tem a impressão de que suas orações simplesmente batem no teto e voltam. Em absoluto desespero, você grita: “Qual é o meu problema?”.”

Na verdade, o problema é que não há nada de errado com você! “Trata-se de uma parte da provação e do amadurecimento de sua amizade com Deus”.
O maior rei de Israel, Rei Davi, também ouve aparente ausência de Deus em sua vida relatados em Salmos 10:1; 22:1; 43:2. Davi fala diretamente pra Deus frases do tipo “Por que te escondes de mim?”, “Por que esquecestes de mim?”, ou então, “por que ignoras meus pedidos de socorro?” e,  “por que me abandonaste?”. E olhamos e por um minuto, entendemos que Davi sofreu por essa ausência. Mas era momento de provação.
















Deus coloca esse sentimento de abandono não porque temos alguma relação com o pecado, mas para um teste de fé que todos devemos enfrentar para que possamos estar preparados para aquilo que Deus tem preparado para nós, ou seja, de Sua Vontade.
Um exemplo dessa reconhecimento, da Vontade de Deus, foi o sofrimento em Davi o que o fez ser considerado perante Deus como o homem segundo o Seu coração.
Para você refletir quero deixa o que Rick Warren pensa sobre a experiência nos dias de hoje:
Nos dias de hoje, o erro mais comum que os cristãos cometem ao adorar é buscar uma experiência, em vez de buscar a Deus. Eles buscam sensações e, se elas ocorrem, concluem que foram bem-sucedidos na adoração.”

Quando sentirmos aparentemente a ausência de Deus que possamos ter maturidade para termos e não sentimentos, porque é isso que agrada a Deus.



Rennan Reichardt
Colunista

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