terça-feira, 8 de maio de 2012

Quase gente, quase cristão, quase humano.

            Experimentei algo diferente hoje. Sei lá, talvez foi bom, ou foi ruim. Foi diferente. Pairou no meu coração uma sensação de invalidez. Um realismo de quão grande Deus é. Mas, ao mesmo tempo uma dúvida sobre a Sua real intervenção.

            Concordo com Max Lucado, em seu livro: “Quando os anjos silenciaram” que “nenhuma fé é convicta até duvidar”. E também concordo com Ed René Kivitz, que em seu livro: “Vivendo com propósitos” diz, “o contrario de fé não é a dúvida, mas o medo”. Hoje eu duvidei de Deus. E aprendi muito com isso, não através de respostas, mas através da minha disposição.

            Sempre me incomodou uma cena comum nos grandes centros, mendigos e drogados (quando um não o é por conseqüência do outro), dormindo em calçadas, ruas e vielas nas madrugadas frias.


            Confesso que já li os evangelhos algumas vezes. Já interpretei e tenho clareza da real revelação de Deus em Cristo Jesus, nosso senhor. Também confesso que a maioria das atribuições de “meu servo” que Deus falava à Isaías e outros profetas, entendo que se tratava de Jesus. E confesso que não compreendo o que Jesus disse em:

            “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Amarás o teu próximo como a ti mesmo Mateus 22:37 / Mateus 22:39

            Desculpem-me a clareza, mas, não sou retardado. Compreendo que Cristo falava de amor. Que falou-lhes de serviço. Que falhou-lhes de serem companheiros, amar a Deus, buscar a Deus, encontrar a Deus, e adorá-Lo.
           
Mas aqui, não estou mais falando do costume. Do conceito, da informação que o texto transmite. Agora a situação é a atitude que Cristo espera, o desejo interior que deveríamos ter. A vontade dentro de cada coração em que outros saibam da mesma coisas que eles já sabem. O fogo que queima as vergonhas e barreiras pessoas e causa a ânsia por ajudar de alguma forma aquele que padece a se reerguer. Vontade de ser o bom samaritano(Lucas 10:30 - 35).


O desejo de amar. Aquela frase marcante que perdeu todo o sentido na igreja pós-moderna, “Eis me aqui, envia-me a mim(Isaías 6:8). Hoje o envio é legal, se conciliado com reconhecimento. A inovação, pregação, a ministração, o louvor só é válido quando a quantidade de pessoas é grande e a técnica a mais apurada.

Confesso, que por algum tempo pensei assim. Confesso que por algum tempo sonhei com esse tipo de coisa. Acredito que Jesus referia-se a esse tipo de pessoa quando disse, que adianta o homem ganhar o mundo e perder a sua alma (Marcos 8:36). Em outras palavras, não importa o número de pessoas que ouvem o que você diz, sabem do seu discurso moral ou da sua linha teológica. Importam quantas delas saem de perto de vocês gostando mais de Deus, ou não querendo saber mais dEle.

De verdade, não sei se vou mudar. Acredito que meus sonhos pessoais com auditórios, multidões permanecerão. O sonho de ter textos citados em pregações, provavelmente também. Mas, agora importa que o coração está voltado ao lugar certo.

No dia de hoje, eu abandonei a minha linha teológica, a minha teoria de raciocínios. Abandonei padrões, moralismo e etcs. Me sentei ao lado de um mendigo, conversei com ele. Paguei-lhe uma água e orei por sua vida. Não tinham fotos, não tinham milhares, tinha uma vida, tão amada quanto todas as outras. Quanto eu e você. Eu orei com um mendigo.

            


Mateus Machado
Colunista

2 comentários:

  1. A paz. De boa Mateus; vc radicalizou!!! No bom sentido,é claro! Vc deixou Cristo com o mendigo do jeito que ele quis: no coração e não na carne. Vc não o tirou da rua, nem deu-lhe vida boa mas vc fez festa no céu, vc olhou pro seu irmão e o fez ver Cristo em vc. Eu creio! O verdadeiro evangelho é isso: anunciar e deixar Cristo fazer, mostrar que o caminho para a restauração de sonhos e da própria vida só pode começar a partir e por meio de CRISTO Jesus, Senhor e Salvador de todos nós, eu , vc, o mendigo, o empresário e etc, etc... Que Deus te abençõe.

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    1. A glória é de Deus vei, que Deus te abençoe. A Paz.

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