terça-feira, 15 de maio de 2012

'Ah, mas assim é mais fácil'


            Gosto de pensar na vida baseada em escolhas. Do tipo, esse é o caminho certo, mas, tenho a liberdade de escolher o errado. É uma mistura entre o que é bom para mim, contra o que eu quero fazer. Uma batalha interior. Ética e moral de um lado, contra, desejo e paixão de outro.

            Entendo o que o Apóstolo Paulo disse aos Gálatas no capítulo 5 à partir do verso 17 até o 26 (Espírito x Carne), dessa forma, existe a carne e o espírito, duas coisas no mesmo lugar. Logo, uma delas sobressai a outra, tendendo à características positivas, ou negativas. Daí vai de quem vence.


Não sei se é certo atribuir a realização de tudo a Deus. Também não sei se é certo atribuir realizações ao homem. Não sei se o Espírito traz seus frutos imediatamente, ou, seu processo é treinamento. São questões pertinentes, quem sabe Deus nos responda-as.

Todavia, acredito que não nos desviamos de Deus de forma imediata. Não é uma escolha simples e rápida, de uma noite. Hoje sou cristão, amanhã, ateu. Não. As coisas não acontecem assim.


O processo de desvio de Deus se dá conforme a intimidade e continuidade da pessoa em sua relação, homem – Deus – homem. Veja, a hora em que começa o desânimo, algo está errado. O alvo da visão, o foco do trabalho, as palavras usadas, o tratamento interno, falta de oração, falta de humilhação diante de Deus, sei lá. Algo está errado. É uma espécie de 6° sentido apitando, não é esse o caminho.

Não há conversão repentina, há entrega de vida repentina. O impacto acontece, a vida confessa a Cristo, então compreende que deve mudar os seus hábitos. Da mesma forma, não há ateísmo repentino, há um distanciamento contínuo e esperança, canalização de energia, atenção para algo que é outro, não mais Deus. Muda-se o foco, muda-se a estratégia, por muito pouco, não muda-se o deus também. Daí então a máxima ateísta de que: “se Deus é bom, qual o motivo das pessoas serem assim?

O questionamento já não está mais fundamento na qualidade de Deus, mas no impacto que Ele tem em seus seguidores. A aplicabilidade prática dEle no cotidiano e contexto social. Uma alteração de verdade, pois não se pode medir o conhecimento de um professor pela nota dos alunos, mas sim a influência e importância que o mesmo tem neles.

De certa forma, é igual com Deus. Quando Deus é prioridade, pensamentos são pra Ele. Quando Ele reina no coração sem dividir espaços, minhas atitudes são pra Sua glória. Quando Ele é Senhor, eu sou servo e não me importo em atribuição de valor pessoal.

Como já disse, algumas repetidas vezes no texto. A pessoa se desvia nos pequenos atalhos. Nos caminhos rápidos, nas vontades e orientações precoces, sem confirmação. São nesses momentos que nos perdemos. São nesses momentos que nos rendemos ao “adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas”. (Gálatas 5:19-21)

 Gosto de dois versículos para nossa meditação e encerrarmos.

“É necessário que ele cresça e que eu diminua” João 3:30

 “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” Tiago 4:7




Que você seja cheio do Espírito Santo.






Mateus Machado
Colunista

2 comentários:

  1. Meu Deus, texto de unção pura... Parabéns.

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    1. Oloco mano, haha a glória é de Deus, que Ele te abençoe.

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