quinta-feira, 5 de abril de 2012

Restaurando a comunhão quebrada

E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;
2 Coríntios 5:18

Sempre vale a pena restaurar relacionamentos
 Uma vez que a vida consiste em aprender a amar, Deus quer que valorizemos os relacionamentos e nos esforcemos para mantê-los, ao em vez de descartá-los sempre que houver um desacordo, uma mágoa ou um conflito.  Por esse motivo, boa parte do Novo Testamento é dedicada a nos ensinar a ter um bom relacionamento uns com os outros. Paulo escreveu: Se vocês receberam algo por seguir a Cristo, se o amor dele fez alguma diferença na vida de vocês, se participar da comunidade do espírito significa algo para vocês [...] concordem uns com os outros, amem uns aos outros, sejam amigos de verdade (Filipenses 2: 1,2). Paulo ensinou que a nossa habilidade de nos dar bem com as pessoas é uma marca de maturidade espiritual (Romanos 15:5) .
Uma vez que Cristo quer que sua família seja conhecida pelo amor entre seus membros (João 13:45), perder a comunhão é um testemunho deplorável para os que não crêem. Foi por isso que Paulo ficou tão envergonhado quando os membros da igreja de Corinto se dividiram em facções contrárias, chegando até mesmo a apresentar uns aos outros perante o juiz. Ele escreveu: Que vergonha! Será que entre vocês não existe alguém com bastante sabedoria para resolver uma questão entre irmãos? Ele ficou escandalizado ao descobrir que não havia ninguém maduro na igreja para resolver o conflito pacificamente. Na mesma carta, ele disse: Digo isto com toda a veemência que posso: Vocês devem estar de acordo uns com os outros (I Coríntios 1.10)
Se você quer a bênção de Deus em sua vida e quer ser conhecido como filho de Deus, deve aprender a ser um pacificador. Jesus disse: Deus abençoa os que trabalham pela paz, pois eles serão chamados filhos de Deus(Mateus 5.9). Jesus não disse “Bem-aventurados os que amam a paz, pois todo mundo ama a paz”, nem disse “Bem- aventurados os pacíficos”, que nunca se incomodam com nada. Jesus disse: Bem aventurados aqueles que trabalham pela paz — aqueles que procuram efetivamente solucionar conflitos. Pacificadores são raros porque fazer a paz é um trabalho árduo.
Promover a paz não é evitar conflitos. Fugir de um problema, fingindo que ele não existe, ou ter medo de falar nele é na verdade covardia. Jesus, o Príncipe da Paz, nunca teve medo de conflitos. Em determinada ocasião, ele provocou um conflito para o bem de todos.
Algumas vezes precisamos evitar conflitos, outras precisamos criá-los e ainda outras precisamos solucioná-los. É por isso que precisamos orar pedindo a direção contínua do Espírito Santo. Pacificar também não é acalmar. Sempre desistir, agir como capacho e permitir que os outros sempre o atropelem não era o que Jesus tinha em mente. Ele se recusou a voltar atrás em muitas questões, sustentando seus argumentos em face de uma oposição diabólica.

Uma pergunta para meditarmos hoje: Com quem preciso restaurar meu relacionamento no dia de hoje?


Carol Cruz
Colunista

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