terça-feira, 10 de abril de 2012

Que tal um fogo santo? - Parte I


                      Devido a grande confusão feita a respeito de dons espirituais, da Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, me posiciono e interpreto desse modo o Seu papel ativo na noiva do nosso Senhor, Jesus Cristo.

            Como base para esse estudo, acho imprescindível o uso do texto dos dias de pentecostes para analisarmos e esmiuçarmos detalhes sobre alguns dos mistérios de Deus.
           
            Nesse primeiro texto, trabalharemos o texto que está em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, do versículo 1 ao 13. Oro para que antes mesmo desse texto falar ao seu coração, o Espírito Santo haja e você saia renovado e ansioso para conhecer o Deus maravilhoso que servimos.
           
Atos 2:1 – 13

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto”.

            O termo pentecostes não é referido à um estado de espírito, um estado emocional, firmeza ou não nas bases doutrinárias religiosas, não nessa época. Pentecostes aí era a festa do povo judeu para comemorar o envio dos dez mandamentos, exatamente 50 (cinqüenta) dias após a páscoa.
           
Ou seja, Jerusalém está lotada de gente de todo canto para aprender de doutrinas, de mandamentos, para aprender de Deus. Era esse o contexto da festa, gente interessada em comemorar como Deus falara com eles há tempos atrás, e festejar, pois um dia a Sua presença era real no meio do povo.
           
           
A primeira lição que tiro sobre o termo pentecostes é, Deus quer resgatar o que importa, usando quem se dispor em suas mãos. Para entender essa primeira lição precisamos entender o chamado de Deus a Abraão, quando disse: “em ti serão benditas todas as nações”. Deus não está interessado em abençoar, salvar, transformar, edificar, amar, relacionar e viver para uma única pessoa, o que interessa para Deus é o todo. Deus é deus de povo, chamou para si, a nação de Israel e não o filho de Isaque que mudaria o nome para Israel. Deus ama vidas.
           
E em pentecostes, na festa, é exatamente isso que Deus quer fazer, quer chamar para si, novamente, aquele povo que chamou para ser o povo do Seu nome. Para ser o escolhido seu. O povo lembrava-se de um deus, mas não sabia se este mesmo era Deus vivo ainda, ou se esquecerá deles. Povo preocupado em manter as tradições. Que olha para o passado. Sabe que Deus os abençoava, que Deus era os mantinha nas mais diversas situações. Deus era real. E no meio desse povo, haviam doze, doze homens que receberam um desafio de Jesus Cristo: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura”, mas ainda estavam em Jerusalém, Deus queria falar ao seu povo usando exatamente essas vidas.
           
Deus queria um concerto, queria pessoas entregues na sua mão, um povo entregue na sua mão.

           
Em segundo lugar, eu aprendo que Deus se manifesta como e quando quer. A festa estava rolando, provavelmente estava um fuzuê, pessoas conversando, outras gritando, algumas pregando da lei, outras pedindo esmolas, enfermos estavam lá para ser curados, ali tinha de tudo. E ao contrário do que muitas pessoas pensam, e até para comprovar a vontade de Deus por muitas vidas, Ele se manifesta agora. No meio de todo esse “furdunço”, ouve-se um barulho, provavelmente muito grande (para cobrir o som de uma festa, imagine só).
           
Eu particularmente acho engraçadas as pessoas que limitam o poder de Deus o seu mover. Conheço alguns testemunhos de pessoas que encontraram a Deus em locais nenhum pouco prováveis, em lugares onde você espera de tudo, menos que uma pessoa pense em Deus naquele momento. Para Deus não há impossíveis, é real.
           
Após dizer o que vou dizer agora, muitos de vocês não lerão a continuidade desse estudo, me acharão teólogo demais. Aqui nesse texto, especificamente nesse ponto que levantei, cai toda a armadilha de troca com Deus. De jejum para que Deus apareça e faça sinais em algum lugar, ofertas para que Deus abunde a Sua presença, sacrifícios e rituais para que Deus seja real nos eventos e qualquer coisa do gênero. Deus não se vende, dEle a gente não compra nada. Deus faz por graça e não merecimento. Faziam cerca de 50 dias que o Seu FILHO havia morrido numa cruz, pregado pelas mesmas pessoas que estavam nessa festa, e Deus desceu poderosamente naquele lugar, como em nenhum outro lugar jamais viu manifestação de Deus tão grande. Deus não é limitado, nós é que somos.

           
E em terceiro, para que você não desista desse estudo pelo seu cumprimento. A fé é princípio de tudo. Compreendo as palavras de Paulo em Romanos 10:17 – “a fé vem do ouvir e o ouvir da palavra de Deus”, exatamente nesse texto. Não concordo com algo ensinado nas igrejas hoje, de que as pessoas precisam passar por experiências para crer. Aí no pentecostes o povo todo via, povos de todos os lugares estão entendo tudo que é dito. O dom de falar em línguas tem seu propósito escancarado, assim como qualquer outro dom o de falar em línguas estranhas é para que outras pessoas entendam, para que as pessoas saibam o significado do que outros pregam, provavelmente aqui os oradores poligonios estavam falando de profecias, dos mandamentos, do torá, falavam de Deus.
           
É muito provável, que nessa descida do Espírito, muitas pessoas tenham sido curadas, tratadas, é muito provável que milagres tenham acontecido. E tudo isso não foi o suficiente para alguns crerem, mesmo percebendo que pessoas de outros lugares lhes falavam em seu idioma sobre Deus, preferiam acreditar que estavam “cheios de mosto”. Embrigados.


Que Deus abençoe você,

Que você seja cheio do Espírito Santo,

Que você se reconcilie com Deus,

Seja benção na vida de outras pessoas,

Creia no que Deus fala,

E seja sensível a vontade dEle.


Colunista            

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