terça-feira, 10 de abril de 2012

A igreja sou eu.

            Ah, mais uma vez aconteceu. Um templo, um sacerdote, um povo, uma religião e a hipótese de um relacionamento com Deus.
           
Pera aí, Deus existe? E se ele existe porque fica no templo?
           
Gosto de pensar duas coisas quando penso em Deus, primeiro, que questionar a sua existência não é um ato de heresia, mas de consolidação de fé. E segundo, que não há um lugar específico para encontrá-lO.
           
Max Lucado, em seu livro “O dia em que os anjos silenciaram”, afirma que a fé genuína vem da contestação um dia feita, da existência ou não de Deus. Por outro lado, Ronaldo Lidório escreve que se alguém quiser experimentar uma vida de milagres, trabalhe com missões.
           
Se por um lado você deve contestar a sua fé, por outro você deve sair do templo e ser ousado para comprovar ou não a existência de Deus.

           
Leia comigo:
           
            “E, quando já chegava perto da descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto, Dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas. E disseram-lhe de entre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, Dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação. E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, Dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores. E todos os dias ensinava no templo; mas os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo. E não achavam meio de o fazer, porque todo o povo pendia para ele, escutando-o”. Lucas 19:37-48

            Em primeiro lugar, quando a fé é comprovada a glória vai pra quem a merece. Concordo com Philip Yancey que é muito arriscado tentar comprovar a Deus, e basear-se em experiências. Mas Jesus havia feito milhares de sinais, seu nome já era famoso, uma multidão o seguia. Cegos se aproximavam para serem curados, leprosos, coxos, todos. Era incrível. Veja até quem Ele nem “queria” (percebia) era curado através dEle (a mulher do fluxo de sangue). Jesus é o cara. Ele é o referencial da hora, pessoas o seguem pelo que ele faz, querem shows, exibição de milagres. Há uma fileira enorme cantando glória ao Filho de Davi, HOSANA NAS ALTURAS. O povo queria que o maior de todos os milagres acontecesse lá. Na Jerusalém, a cidade de Deus no velho testamento. Se fora daqui coisas grandes aconteciam, aqui vai acontecer de tudo. Veja, a visão de Cristo já leva o povo a dar-Lhe a glória a merecida. O nome dele já carregava o poder, a sua imagem era respeitada por todos. Jesus era digno de glória. E era nessa cidade que o maior milagre aconteceria, a crucificação e ressurreição do único Deus.

            Em segundo lugar, Jesus não precisava de locais apropriados, precisava de gente apropriada. Aqui, Cristo restaura a necessidade de pessoas interessadas nEle e não em artefatos humanos. Pessoas que tenham compromisso com o que Ele quer fazer ou deixar de fazer. Compromissadas com Ele. Se no velho testamento o tabernáculo era sinal de referência, agora a referência é viva. Acabou a necessidade de atender aos costumes e rituais antigos e ultrapassados, o novo de Deus chegou. O covil caiu, a oração voltou. Valorização dos relacionamentos. Chega de templos lotados de pessoas vazias, chega de orações que não expressam o desejo da alma. O desejo agora é relacionamentos entre o Deus que se preocupa com o povo e um povo que anseia relacionar-se com Deus.

            Em terceiro lugar, Jesus está interessado em restauração. Tem-se facilidade em dar casos como perdido. Em desistir de vidas, projetos, sonhos, planos. Mas não Deus. Ele falou através de profetas maiores, menores, através de Jesus em todo seu ministério, e nada de restauração verdadeira. Logo, o Mestre entra no templo e vê toda aquela sujeira, povo interessado no dinheiro, no comércio. Sacrifício perdeu valor, oferta ao Senhor sem sentido. Tudo perdido. Tá errado. O povo se esqueceu de Deus, está corrompido, está preocupado com as coisas e não com seu significado. Com sua orientação e direção divina. O povo está agindo por si só. Distante de Deus, de seus mandamentos e ensino. Interessado em lucro pessoal e não benefício coletivo. E não é isso que era para acontecer! Saiam! Saiam todos! Entendam de uma vez que não é a vinda ao templo que os salva mas é a atitude dentro dele. É o que move o seu coração. Aqui é onde repousa a glória de Deus Pai, e vocês estão trocando-a por moedas e rituais. Vocês não entendem Deus. Ele quer a vida e não o sucesso. Não está preso as suas vontades, mas as dEle. Ele tem tudo sobre controle. Ele te ama e quer te restaurar.

            O templo não tem valor; os rituais não tem valor; as crenças não tem valor; as tradições não tem valor se o foco não for Jesus Cristo.
           
            O dono da igreja não é o sacerdote local. A igreja não é o templo local. O dono da igreja é Cristo, e Ele vive, e a igreja, somos nós. Que o Senhor reine sobre a sua igreja. Em nome de Jesus.

Que vocês sejam cheios do Espírito Santo!

Colunista

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