segunda-feira, 30 de abril de 2012

Relacionamento: Uma partida!?

Certa vez estava ouvindo no rádio um cara falar sobre relacionamento. E ele dizia que alguns casamentos/namoros são como partidas de Tênis. Um tentando derrubar a bolinha no 'campo' do outro, para assim, sair vencedor... Uma partida de tênis, como todos sabem, são duas pessoas com raquetes, e uma bolinha. E essas partidas tendem a demorar horas, e por isso são muito exaustivas... 

***

Queria que você pensasse nessa bolinha como "problema"... E esse problema, ninguém quer assumir. Um joga para o outro, tirando de si a possível culpa por esta discussão. E ficam ali, rebatendo por horas a fio sem sair do lugar, apenas bolando estratégias para se ver livre das acusações... Realmente deve ser muito cansativo fazer isso. Tentar derrubar a bolinha no campo do seu ADVERSÁRIO!(?)


Em um relacionamento, quase sempre se encontra problemas, pois ninguém é perfeito, estamos sempre sujeitos a falhas, inclusive com as pessoas que mais amamos. E quando nos deparamos com tal situação, creio que o foco não deve ser achar um culpado, mas sim uma solução. Não tentando derrubar seu cônjuge, mas levanta-lo, mesmo que ele esteja errado, você deve estender a mão. Um relacionamento, como o cara no rádio disse, não deve ser uma partida de tênis, mas sim uma partida de Frescobol... 

O frescobol é quase igual o tênis. São duas pessoas com suas respectivas raquetes, e uma bolinha. Mas o objetivo não é derruba-la, e sim não deixa-la cair.

Sei que às vezes é difícil perdoar. Nem sempre é de bom grado o que o outro faz conosco. Mas não podemos deixar a bolinha cair, devemos nos esforçar para busca-la, reergue-la, e continuar a 'partida'. Só assim nos sentiremos felizes, ou não creio que você goste que a bolinha caia do seu lado da quadra. Gosta!?

Saiba que você enfrentará problemas, mas vai de você escolher a partida que entrará. Não perca seu tempo discutindo, brigando, tentando achar um culpado. Vocês foram feitos para amar, então se amem!



Ronnedy Paiva
Colunista

domingo, 29 de abril de 2012

#Pastoral - Sobre hospitais e Igrejas

Hospitais são tão importantes quanto complexos. Envolvem muita gente, recursos, conhecimentos e habilidades. Tratam, basicamente, de pessoas doentes. Mas também incluem em seu campo de atuação os familiares, o trabalho e as questões de ordem emocional ou afetiva. Por mais que façam, atendam, ajudem, nunca darão conta de toda demanda que há por cura e saúde. Embora não possam resolver todos os problemas, são essenciais para qualquer comunidade. O que seria de uma cidade sem hospital ou médicos ou agentes de saúde?
Hospitais precisam de profissionais especializados e com ampla qualificação. Eles serão responsáveis por vidas. Lidarão com a permanente e sempre muito presente possibilidade da morte. Não podem falhar, embora sejam humanos e sujeitos a erros, equívocos e distrações. Não é trabalho para qualquer um. Suas famílias serão privadas de suas companhias em vários momentos. Renúncia, abnegação, serviço e dedicação são palavras que farão parte de seus vocabulários e corações. Mas não poderão, jamais, esquecer que são apenas pessoas normais, sujeitas às mesmas enfermidades que tanto tratam na vida dos outros.
Hospitais contam com profissionais de saúde e muitos outros, de outras áreas do conhecimento, que, no processo, revelam-se igualmente importantes. Administradores, porteiros, vigilantes, serventes, pessoal da limpeza, secretárias... Quanto maior um hospital, isto é, quanto mais gente ele pretende atender, maior seu corpo de funcionários e maior a diversidade que apresenta. Sua direção e gestão tornam-se cada vez mais técnicas, burocráticas, mas nem por isso passa a ser uma empresa comum. Exigirá recursos financeiros sem fim, devendo administrá-los com lisura, transparência, correção e probidade, mas não poderá priorizá-los ou abandonar valores em seu nome.
Muito mais poderia ser dito sobre hospitais e sua realidade, mas não é meu objetivo e nem minha especialidade. Toda esta reflexão inicial e, certamente, superficial, serve para um propósito: conversar em um nível mais acessível e comparativo sobre a realidade da Igreja, que é muito parecida (guardadas as devidas diferenças, é claro) com um hospital.
Igrejas são tão importantes quanto complexas. E nem sempre é fácil determinar essa importância. Ao contrário da complexidade, que fica clara pelo simples fato de envolver pessoas. A sociedade subestima o impacto das igrejas que existem em seu seio, mas não imagina o caos que seria uma cidade, caso desaparecessem. Tratam com pessoas, suas emoções e afetos, relacionamentos e famílias, relação com o trabalho, valores, virtudes, convicções, honestidade, respeito, verdade, amor. Quantos casamentos que tinham tudo para ser destruídos, sobrevivem e tornam-se dignos, verdadeiros espaços de felicidade e amor, por causa da ajuda da Igreja? Quantos filhos crescem ajustados, contra as desestruturas do ambiente familiar, em razão dos ensinos e cuidado da Igreja? Quantos traumas, medos, complexos e sentimentos de vingança ou vitimismo são superados pela mensagem que é pregada na Igreja?
Igrejas precisam de pessoas capacitadas e disponíveis nas mãos de Deus para abençoar outras. Gente que também esteja disposta a renúncias, abnegações e ao serviço dedicado e amoroso. Suas famílias também carecem de grande dose de compreensão, pois ficam igualmente privadas de sua companhia e tempo. Mas essa gente também é normal: gente que erra, tropeça, falha, decepciona. Porque até os melhores médicos ficam doentes, não é mesmo? Claro que muitos, por se cuidarem bastante e evitarem exposições mais temerárias, bem como por contarem com uma genética mais privilegiada, acabam passando pela vida sem grandes percalços. Mas não seria nenhum absurdo se caíssem de cama, certo? Pois é o mesmo com aqueles que servem na Igreja: podem ficar doentes da alma e necessitar de profundos cuidados espirituais.
As comparações não param. Quanto mais crescem, mais as Igrejas precisam contar com profissionais de tantas áreas diferentes, homens e mulheres qualificados e experientes, que, todavia, jamais esqueçam que o serviço na Igreja não é como em qualquer outro setor da sociedade. Também é questão de vida ou morte a questão da Igreja, mas de vida eterna ou morte eterna. Talvez, por isso, Jesus tenha sido tão enfático quanto à responsabilidade de trabalhar no Reino: “Se se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar” (Mateus 18:6).
Aliás, foi Ele mesmo quem também defendeu, ante as críticas de quem apontava a indignidade daqueles que foram chamados para Seus discípulos, que não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes. Enfim um Médico que não sofre das doenças dos mortais. E é totalmente motivado por amor. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Stress, Palavras mal faladas!

  Com a pressão do dia-a-dia acabamos explodindo; nos irando, e falando coisas que nos trará arrependimento depois. Quando as coisas não acontecem conforme imaginamos ou simplesmente não acontecem, a primeira reação da maioria é nos estressar, gritar, espernear, reclamar.



  Nessas situações costumamos reagir da forma contrária daquela que agrada a Deus. Esquecemos-nos qual a vontade Dele para esse tipo de situação. E, acabamos piorando a situação com o que dizemos ou fazemos. Em Provérbios 15, Salomão nos instrui a como reagir, usando palavras mansas para que não aumente a raiva nossa e da outra pessoa. 

“A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira.
Provérbios 15:1

  E o fruto do Espírito com as suas ramificações como a Paciência, Mansidão, Domínio Próprio também nos ensinam a como devemos agir.

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” 
Gálatas 5:22-23

  E o principal, para tudo isso é que para sermos pacientes, mansos, termos domínio próprio, não nos estressarmos e nem dizermos o que nos arrependeremos temos que confiar em Deus e descansar na sua vontade. Pois só assim saberemos que as coisas não estão no nosso controle, e sim no Dele, então não devemos nos preocupar!


Marianna Moreno
Outros

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quando Deus Parece Distante – Parte 2

Diga a Deus exatamente como você se sente.

Derrame seu coração perante ele. Descarregue todos os seus sentimentos. Jó fez isso quando disse: Por isso, não posso ficar calado. Estou aflito, tenho de falar, preciso me queixar, pois o meu coração está cheio de amargura (Jó 7.11). Quando Deus lhe pareceu distante, ele clamou: Como tenho saudade dos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus abençoava a minha casa (Jó 2.4). Deus pode lidar com suas incertezas, sua raiva, seu sofrimento, sua confusão e suas indagações.

            Você sabia que admitir seu desespero para Deus pode ser uma declaração de fé? Confiando em Deus e sentindo desespero ao mesmo tempo, Davi escreveu: Cri, por isso falei: Estou completamente arruinado (Salmos 116.10). Isso parece uma contradição: confiar em Deus, mas se sentir destruído! A franqueza de Davi na verdade revela uma profunda fé. Primeiro, ele acreditava em Deus. Segundo, ele acreditava que Deus ouviria sua oração. E, terceiro, ele acreditava que Deus o deixaria dizer como se sentia, e ainda assim o amaria.

Concentre-se em quem Deus é — sua natureza imutável. 

Independentemente das circunstâncias e de como você se sente, apegue-se ao caráter imutável de Deus. Lembre-se daquilo que é eternamente verdadeiro a respeito de Deus: ele é bom, ele me ama, está comigo, sabe por que coisas estou passando, ele se importa e tem um bom plano para minha vida.
Quando a vida de Jó se desfez e Deus permaneceu em silêncio, Jó ainda achou os seguintes motivos para louvar a Deus:
• ele é bom e amoroso; (Jó 10.12)
• ele é todo-poderoso; (Jó 42.2)
• ele repara em cada detalhe da minha vida; (Jó 23.10) (Jó 31.4)
• ele está no controle;( Jó 34.13)
• ele tem um plano para minha vida; (Jó 23.14)
• ele vai me salvar. (Jó 19.25)

Confie que Deus cumprirá as promessas.

Em tempos de seca espiritual, você deve confiar pacientemente nas promessas de Deus, e não nas emoções. Deve perceber que ele está te levando a um nível mais profundo de maturidade. Uma amizade baseada em emoções é na verdade superficial. Então, não fique preocupado com os problemas. As circunstâncias não podem mudar o caráter de Deus. A graça de Deus ainda está a plena força; Ele ainda age em seu favor, mesmo que você não possa senti-lo.
Na ausência de circunstâncias confirmativas, Jó se apegou à Palavra de Deus. Ele disse: Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às palavras de sua boca do que ao meu pão de cada dia.( Jó 23.12)
Essa confiança na palavra de Deus fez que Jó permanecesse fiel, ainda que nada fizesse sentido. Sua fé foi forte em meio à dor: Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele (Jó 13.15). Quando você se sente abandonado por Deus e mesmo assim mantém sua confiança nele, a despeito de seus sentimentos, você o está adorando da forma mais profunda.

Lembre-se do que Deus já fez por você.

           Se Deus nunca tivesse feito nada mais por você, ele ainda mereceria seu louvor ininterrupto pelo resto de sua vida, por causa do que Jesus fez por você na cruz. O Filho de Deus morreu por você! Este é o maior de todos os motivos para adorar. Infelizmente, esquecemos os detalhes cruéis do torturante sacrifício que Deus fez a nosso favor. Mesmo antes de sua crucificação, o Filho de Deus foi desnudado, espancado até ficar quase irreconhecível, açoitado, ridicularizado e escarnecido, coroado com espinhos e cuspido de forma humilhante. Ultrajado e ridicularizado por homens desalmados, ele foi tratado pior do que um animal.
Então, quase inconsciente pela perda de sangue, ele foi forçado a arrastar uma cruz colina acima, foi pregado nela e deixado para morrer com a lenta e cruel tortura da morte por crucificação. Enquanto seu sangue escorria, escarnecedores ficavam ao seu redor e gritavam insultos, desafiando sua afirmação de que era Deus.
Em seguida, como Jesus assumiu em si mesmo a culpa pelos pecados de toda a humanidade, Deus desviou os olhos daquela horrível visão, e Jesus gritou em total desespero: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”. Jesus poderia ter se salvado — mas então não poderia salvar você.
Palavras não podem descrever as trevas daquele momento. Por que Deus permitiu e suportou tão medonho e perverso ato de crueldade? Por quê? Para que você pudesse ser poupado da eternidade no inferno e para que você pudesse partilhar de sua glória para sempre! A Bíblia diz: Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a
vontade de Deus (2 Coríntios 5.21). 
           Jesus desistiu de todas as coisas para que você pudesse ter todas as coisas. Ele morreu para que você pudesse viver para sempre. Somente isso já vale seu agradecimento e louvor contínuo. Você nunca mais deveria se perguntar por que motivo deveria ser grato.



Carol Cruz
Colunista

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Abrace uma prostituta.

Post baseado no trecho bíblico de Jo:8:3-12


            Esquinas lotadas de mulheres. Algumas ali por opção, fugiram de suas casas, abandonaram suas carreiras universitárias e sonhos pessoais para adentrar a um novo ramo, o da mais velha profissão.

            Outras, porém, não tiveram a oportunidade de escolha. É simplesmente necessidade, ganha pão, dinheiro, sustento. É tão fácil menosprezar o trabalho e situação das pessoas ao redor. Pessoas ao lado sem o menor valor, sentido de existência, por algum acaso, apenas estão ali. Elas, no caso, só estão vendendo seu corpo, para propiciar o prazer para quem as pagar o valor pedido.

            Poderia pensar que aquela mulher, com todos os sentimentos e problemas tão profundos quanto os meus, não tem nada que me importe. É apenas uma puta. É quase gente.

            Talvez, você esteja mais impactado com a palavra puta que escrevi, do que a preocupação que o texto quer lhe passar. Quando a verdadeira preocupação deveria ser com aquela vida, e não a sua profissão ou o jeito que me refiro a esta nesse texto.

Não, tudo bem, você tem razão, o errado da história toda sou eu. Usei termos inadequados para o seu nível de sensibilidade e de leitura, me perdoe pelo erro.

            Lembro-me de certa mulher na bíblia pega em adultério. Não sei se a comparação vale, mas, penso que o contrário de amor não é ódio, e sim, indiferença. No caso da mulher da bíblia, as pessoas queriam apedrejá-la. Hoje? A gente finge que não vê.

            Voltando a indiferença, não vejo como sentimento, e sim como estado. Você está indiferente a realidade pessoal de outras pessoas, mas nem por isso, é indiferente à sua realidade pessoal. A indiferença é parente da apatia e irmã do coração gelado. Prefere-se abster a tomar atitude, tapamos os próprios olhos.
  
            Como Cristo, não acredito que a “religião” deva ser mais uma acusadora dessas vidas, ainda mais aquela que é baseada em Seu nome.

Acredito que assim como os religiosos da época de Jesus, devemos tomar atitudes sim, mas atitudes de trocar a multidão de pessoas indiferentes, por uma multidão de pessoas cheias do Espírito Santo. Trocar os pensamentos negativos e opiniões escandalosas, por pensamentos de paz e não de morte, por oração por essas vidas. E por último, trocar as pedras por abraços.

Trocar os comentários inconvenientes, por estratégias buscadas em Deus para que essas vidas se rendam aos seus pés. Trocar a morte pela vida, trocar as trevas pela luz, trocar a prostituição por Jesus.


            Gostaria de te desafiar, a com sensibilidade a voz do Espírito, você ore por alguém que você não conheça onde você a encontrar. E de preferência que esse alguém seja uma prostituta, para que saiba que o amor do Pai não difere pelo que ela faz, mas sim pelo que ela é, filha de Deus. E Deus quer amar a vida dela.


            Que após a sua oração por essa vida, você possa dizer: “vai e não peques mais”.


Que Deus abençoe você,

Que você seja Cheio do Espírito Santo,

E que você abrace um prostituta para a glória a Deus.


Colunista

terça-feira, 24 de abril de 2012

Como eu queria que fosse,


            Queria escrever o texto perfeito. Sério, daqueles que você ao ler sentisse um calor estranho dentro do peito, sentisse uma atmosfera pesada como se você estivesse em slow motion.

As palavras escritas teriam feito valer todo seu dia. Traria refrigério ao seu dia cheio de complicações, sua semana atordoada, as palavras atravessadas que você ouviu.

            Gostaria de usar palavras que prendessem a sua atenção. Uma dinâmica em que apesar do texto ter quinze folhas e você estar na primeira linha, o que importa é assimilar o máximo de informação.

            Que ao lerem, as pessoas testemunhassem para seus amigos e colegas, que algo trouxe renovo para sua semana, e estava contido nessas palavras.

Algo diferente, algo superior, algo puro, algo simples, algo impactante, algo que não pudesse ser expresso por palavras, mas sim em sentimentos. Algo que lhes falasse do amor.

            É, simples assim. Queria falar de amor em todos os textos. Aquele que não tem nada a ver com homem e mulher, com sexualidade, com padrão, com regra, com religião.

Quero falar de um amor livre, de uma liberdade no Espírito, quero falar de um Espírito. Sim, por incrível que pareça esse Espírito existe. Quero falar de Deus.
           
Na moral, como na letra de Thalles Roberto – Arde outra vez, eu gostaria de voltar ao início de tudo, da época que sentia a presença de Deus todo dia, da época onde Ele era Senhor, e eu Seu servo, que entendia que recebi o salário antes mesmo começar a trabalhar. Onde conhecia o Seu amor.
           

Antes de mais nada, que você se sinta amado por Deus, e que o Seu amor por sua vida seja mais real que o ar que você respira, tão certo quanto calor do fogo, e qualquer outra referência. Deus te ama.

Que Deus te abençoe,
Que você seja cheio do Espírito Santo.

Colunista           

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Projeto: Mas vale a pena tudo isso?

Olhe para essa foto, e responda você mesmo!


Sim, é verdade que tivemos dias em que achamos que não daria tempo de organizar tudo, momentos em que ficamos sem saber o que fazer, onde conseguir recursos, mas sempre com a convicção que Deus daria um jeito, e que tudo ficaria certo! E é verdade, tudo deu certo. Ou melhor, superou nossas expectativas...

- Do que você está falando Ronnedy?

A, é, haha! Dia 15/04 realizamos um projeto em uma creche no Jardim São Jorge, Londrina/PR. Levamos uma palavra, teatro, café da manhã, pipoca, sorvete, gincana, doces, desenhos, piscina de bolinha e cama elástica, além de muitas risadas.

Ensinamos, através do teatro "Ladrão da Alegria", que as coisas materiais nos dão alegria sim, mas nada comparado à alegria de termos Jesus Cristo em nossas vidas, e que essa alegria, ladrão nenhum pode roubar... Oramos também pelo futuro delas, e mostramos a importância da amizade!

Tudo isso, não porque eu ou a galera do projeto somos santos, pirados, ou qualquer outra coisa que vocês achem... Não, somos iguais a todos. Passamos por dificuldades, estudamos, trabalhamos, pecamos,  pedimos perdão, mas não nos contentamos só com o ir à igreja e dizimar... É muito importante isso, mas entendemos que o evangelho de Deus deve ser ministrado a todos, a qualquer idade, em qualquer lugar.

E eu o desafio a fazer isso também! Não de montar um projeto ou coisa parecida, mas de falar do amor dEle, de fazer alguma coisa que o tire da zona de conforto, que vai além do seu potencial e que é preciso da ajuda de Deus.

Você é capaz, Deus vai te instruir, e aquele sorriso de outrem, motivará você a continuar, e a sempre querer  mostrar mais do amor de Deus, honrando-O através de sua vida.

Saía da sua zona de conforto, e peça orientação Divina, e use o dom que Deus lhe concedeu para mostrar ao mundo que existe um Deus rico em Amor, Misericórdia e Graça!

Que a sua real motivação, assim como a nossa, não seja apenas levar uma manhã de recreação, mas uma manhã de transformação. Pois onde Deus entra, nunca mais volta a ser o que era!

E você perceberá, que ao ir ministrar, quem sairá de lá ministrado será você, porque Deus nos surpreende em tudo. Em tudo mesmo!

Que Deus te abençoe!



Ronnedy paiva
Colunista

Se você quer conhecer mais sobre esse projeto, acesse nosso site, e confira as fotos: http://www.projetorevolucao.com.br/

domingo, 22 de abril de 2012

#Pastoral - O Evangelho é Jesus

Uma das principais barreiras para a evangelização não é o ambiente, muitas vezes árido para a comunicação da mensagem, mas o entendimento, por parte da própria Igreja, quanto ao Evangelho.

Devido a uma influência secularista, liberal e reducionista na missiologia das últimas décadas, houve uma humanização de conceitos que necessitam de revisão bíblica. Talvez o principal seja o próprio Evangelho. Não é incomum lermos que “o Evangelho está sendo atacado no Egito” ou que “o Evangelho está entrando nos lugares distantes da Amazônia”. O que se quer dizer é que a Igreja está sendo atacada e entrando na Amazônia, manifestando que, em nossos dias, passamos a crer que a Igreja é o Evangelho. Essa equivocada compreensão cristã que iguala o Evangelho à Igreja - a nós mesmos - é ampla e popular, mas tem suas raízes em distorções bíblicas e teológicas que podem nos levar a caminhos erráticos na vida e prática cristã.

Paulo escreve aos Romanos no capítulo 1 sobre o “Evangelho de Deus” (v.1) que Deus havia prometido “pelos seus profetas nas Sagradas Escrituras” (v.2), o qual, quanto ao conteúdo, é “acerca do Seu Filho” (v.3), que é “declarado Filho de Deus em poder... Jesus Cristo, nosso Senhor” (v.4). Portanto fica claro: Jesus é o Evangelho.

Assim, se nos envergonharmos do Evangelho, estamos nos envergonhando de Jesus. Se deixarmos de pregar o Evangelho, deixamos de pregar Jesus. Se não crermos no Evangelho, não cremos em Jesus. Se passarmos a questionar o Evangelho, seus efeitos perante outras culturas e sua relevância hoje, nós não estamos questionando uma doutrina, um movimento ou a Igreja, estamos questionando Jesus.

O que Paulo expressa nesse primeiro capítulo é que, apesar do pecado, do diabo, da carne e do mundo, não estamos perdidos no universo. Há um plano de redenção e Ele se chama Jesus. O poder de Deus se convergiu nEle e Ele está entre nós.

Quando compreendemos mal o Evangelho, e o igualamos à Igreja, corremos o risco de proclamarmos denominações, igrejas locais, logomarcas e pregadores, pensando que com isso estamos evangelizando. Não há verdadeira evangelização sem a apresentação de Jesus Cristo, Sua vida, morte, ressurreição e paixão por nos salvar.

Um dos textos que mais sintética e profundamente expõe o Evangelho foi escrito por Paulo quando afirmou: “Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”. (Rm 1.16).

Em primeiro lugar, esta afirmação deixa bem claro que o Evangelho jamais será derrotado, pois o Evangelho é Cristo. Sofrerá oposição e seus pregadores serão perseguidos. Será questionado e deixarão de crer nEle. Porém, nunca será vencido, pois o Evangelho vivo, que é Cristo, é o poder de Deus.

Em segundo lugar, o Evangelho não é o plano da Igreja para a salvação do mundo, mas o plano de Deus para a salvação da Igreja. O que valida a Igreja é o Evangelho, não o contrário. Se a Igreja deixa de seguir o Evangelho, de seguir a Cristo, deixa de ser Igreja, ou Igreja de Cristo.

Em terceiro lugar, o Evangelho não deve ser apenas compreendido e vivido. Ele se manifestou entre nós para ser pregadopelo povo de Deus. Paulo usa essa expressão diversas vezes. Aos Romanos, ele diz que se esforça para pregar o Evangelho (Rm 15.20). Aos Coríntios, ele diz que não foi chamado para batizar, mas para pregar o Evangelho (1 Co 1.17). Diz também que pregar o Evangelho é sua obrigação (1 Co 9.16).

Devemos proclamar o Evangelho – lançar as sementes – a tempo e fora de tempo. Provérbios 11 nos encoraja a lançar todas as nossas sementes, “... pela manhã, e ainda à tarde não repouses a sua mão”. Essa expressão de intensidade e constância nos ensina que devemos trabalhar logo cedinho – quando animados e dispostos – e quando a noite se aproximar, o cansaço e as limitações chegarem, ainda assim não deixar de semear. Fala-nos sobre a perseverança na caminhada e no serviço. É preciso obedecer mesmo quando o sol se põe.

Jim Elliot, missionário entre os Auca do Equador na década de 50, afirmou que “ao chegar o dia da nossa morte, nada mais devemos ter a fazer, a não ser morrer”.  Observemos nossa vida e lancemos a semente, cumprindo a missão.

Não importa mais o que façamos em nossas iniciativas missionárias, é preciso pregar o Evangelho. A pregação abundante do Evangelho, portanto, não é apenas o cumprimento de uma ordem ou uma estratégia missionária, mas o reconhecimento do poder de Deus.

Somos lembrados por Paulo a jamais nos envergonharmos do Evangelho que um dia no abraçou, pois não é uma ideia ou um movimento, mas uma Pessoa, o Evangelho é Jesus. 

Ronaldo Lidório
#Pastoral

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cuidado com a Língua!

  É incrível o poder que a nossa língua tem. O poder que as palavras exercem. Ela pode ser benção, e, também pode ser destruidora. Pode dizer palavras de amor e compaixão, e, também pode dizer palavras de ódio e amargura.

  O ser humano tem uma capacidade imensa de falar mal das pessoas, fofocar, mentir, julgar. Todas essas coisas provêm da fala.

  Devemos tomar cuidado com o que falamos, porque a boca fala do que está cheio o coração.

“Pois a boca fala do que está cheio o coração.” 
Mateus 12:34b

Tiago nos alerta para tomarmos cuidado com a nossa língua e com o que deixamos escapar dela.

“Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana;
a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.
Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim!
Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?
Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.” 
Tiago 3:7-12

  Eu tenho grande dificuldade com isso. Creio que é uma das minhas maiores falhas. Acredito que Deus tem o poder para me ajudar a mudar. E, transformar minha boca, para que dela saiam somente palavras de amor e perdão. Ele pode fazer isso para cada um de nós, e quando  mudarmos nossas atitudes alegraremos o coração do Pai!



Marianna Moreno
Outros

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quando Deus Parece Distante – Parte 1

Ele se escondeu do seu povo, mas eu confio nele e nele
ponho a minha esperança.
Isaías 8.17;

Deus é real, independente de como você se sinta.

É fácil adorar a Deus quando as coisas vão bem — quando ele provê comida, amigos, família, saúde e situações felizes. Mas as circunstâncias não são sempre agradáveis. E como então você irá adorar a Deus? O que você faz quando Deus parece estar a milhões de quilômetros? 
A mais profunda adoração é louvar a Deus apesar da dor.
Amizades são frequentemente testadas por separação e silêncio; ou você é separado por uma distância física, ou está impossibilitado de conversar. Na sua amizade com Deus, não será sempre que você se sentirá próximo dele. Philip Yancey disse: “Todo relacionamento passa por períodos de proximidade e distanciamento, e, no relacionamento com Deus, por mais íntimo que seja, o pêndulo vai oscilar de um lado para o outro”. É aí que a adoração fica difícil.
Para amadurecer a amizade, Deus irá testá-la com períodos de aparente separação — épocas em que se tem o sentimento de que Deus nos abandonou ou esqueceu. Tem-se a impressão de que Deus está a quilômetros de distância.
Com exceção de Jesus, Davi foi provavelmente quem teve uma amizade mais íntima com Deus do que qualquer outra pessoa. Deus teve prazer em chamá-lo um homem segundo o meu coração (Atos 13.22). Apesar disso, Davi frequentemente reclamava da aparente ausência de Deus: Por que, SENHOR, tu permaneces afastado na hora do sofrimento? Por que te escondes de mim?;3 Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? (Salmos 22.1) Por que me rejeitaste?(Salmos 43.2) É óbvio que Deus não abandonou realmente Davi, assim como não abandona você. Ele prometeu várias vezes: Eu jamais o abandonarei ou rejeitarei.( Deuteronômio 31.8) Mas Deus não prometeu: “Você sempre sentirá a minha presença”. Aliás, Deus reconhece que algumas vezes esconde a sua face de nós. (Isaías 45.15) Existem momentos em que ele parece ter desaparecido de nossa vida sem deixar pistas.
A verdade é que não há nada de errado com você ! Trata-se de uma parte normal da provação e amadurecimento de sua amizade com Deus. Todo cristão passa por isso ao menos uma vez, e normalmente várias vezes. É doloroso e perturbador, mas absolutamente vital para o desenvolvimento da sua fé. Ter conhecimento disso deu esperança a Jó quando não podia sentir a presença de Deus em sua vida. Ele falou: Se vou para o Oriente, lá ele não está; se vou para o Ocidente, não o encontro. Quando ele está em ação no Norte, não o enxergo; quando vai para o Sul, nem sombra dele eu vejo! Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro.( Jó 23.8-10). Quando Deus parece distante, você pode pensar que ele está zangado ou o está punindo por algum pecado. E na verdade o pecado realmente o desliga de uma amizade íntima com Deus. Nós entristecemos o Espírito de Deus e sufocamos nossa amizade com ele ao desobedecer, entrar em conflito com outras pessoas, nos ocupar ou ter amizade com o mundo, além de outros pecados. (Salmos 51)
Mas frequentemente esse sentimento de abandono e afastamento de Deus não tem nenhuma relação com o pecado. É um teste de fé que todos devemos enfrentar. Será que você continuará a amar, confiar, obedecer e adorar a Deus, mesmo quando não sente a sua presença nem há evidência visível da ação divina em sua vida?
Nos dias de hoje, o erro mais comum que os cristãos cometem ao adorar é buscar uma experiência em vez de buscar a Deus. Eles buscam sensações e, se elas ocorrerem, concluem que foram bem-sucedidos em adorar. Errado! Na realidade, Deus em geral afasta as nossas sensações para não dependermos delas. Buscar uma sensação — mesmo uma sensação de proximidade com Cristo — não é adoração.
Sim, ele quer que você sinta a sua presença, porém ele está mais interessado que você confie, e não tanto que o sinta. Fé, e não sentimentos, agrada a Deus.
As situações que mais põem à prova a sua fé são aquelas em que a vida desanda e Deus não pode ser achado. Isso aconteceu com Jó. Em um único dia, ele perdeu tudo — sua família, seus negócios, sua saúde e tudo o que possuía. E, o que é pior, ao longo de 37 capítulos, Deus não disse nada !
Como louvar a Deus quando você não compreende o que está acontecendo na sua vida e Deus está em silêncio? Como permanecer em comunhão em meio a uma crise e sem nenhum contato? Como manter os olhos em Jesus quando eles estão cheios de lágrimas? Você faz o que fez Jó: Então prostrou-se, rosto em terra, em adoração, e disse: Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor O levou; louvado seja o nome do Senhor. (Jó 1.20-21)


Carol Cruz
Colunista

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Viva a páscoa?



Viva a páscoa! Ei, pera aí, a páscoa já passou. Deixa esse negócio de ir à igreja pra lá.

Deus só é necessário quando não tem mesmo mais escapatória. Bode expiatório. Quando temos necessidades a serem atendidas. Jesus então, ah, Jesus, esse só deve ser lembrado na frase: “Em nome de Jesus, amém.” Ele tem outra utilidade mesmo? Deve ser só para nossa vontade, assim é Deus, e assim deve ser esse tal aí, que se diz filho de Deus, o famoso rei dos reis.

Leia comigo Lucas 23:1-21:

E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei. E Pilatos perguntou-lhe, dizendo: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes, e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem. Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui. Então Pilatos, ouvindo falar da Galiléia perguntou se aquele homem era galileu. E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém. E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal. E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia. E estavam os principais dos sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência. E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. E no mesmo dia, Pilatos e Herodes entre si se fizeram amigos; pois dantes andavam em inimizade um com o outro. E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo, Disse-lhes: Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei. E era-lhe necessário soltar-lhes um pela festa. Mas toda a multidão clamou a uma, dizendo: Fora daqui com este, e solta-nos Barrabás. O qual fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio. Falou, pois, outra vez Pilatos, querendo soltar a Jesus. Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o 

Em primeiro lugar, um povo longe de Deus não conhece seus planos. Escrevi em uma rede social por um dia desses: Deus vira conceito quando não se tem relacionamento, Israel provava disso na prática. O “grande” Deus que eles provaram antigamente, agora os deixará oprimidos, abatidos, e dominados por um povo. Israel não era mais uma nação livre, era prisioneira em primeiro lugar de suas tradições e doutrinas, depois da sua falta de fé, e por último de Roma. Se tem um povo que precisava escutar algo diferente, era esse e exatamente nesse tempo, não podia demorar. O mais engraçado é que Deus entendendo essa situação abre mão de si mesmo e vem. Quando aqui está, o povo o maltrata, os evangelhos falam do ministério de Jesus e a sede dos fariseus e religiosos em buscar um ponto em que Cristo falhe. Jesus realizava sinais, seus discursos impactavam e agradavam quem os ouvia, o povo ficava alvoroçado com sua presença. Jesus era o cara. A única coisa que o povo israelita, e todos os demais a quem Jesus pregou das verdades de Seu Pai não entendiam é que Ele os amava, sabia de tudo que aconteceria, sabia das humilhações, problemas, relacionamento com os discípulos, tudo. Ele sabia. E o mais importante, sabia o porquê veio. Ele seria o preço da reconciliação entre Deus e seu povo, páscoa cristã. Alguém pagaria tudo isso, povo ridículo, longe de Deus, costumes conturbados, atitudes de quem nunca ouviu falar de um Deus santo, amoroso e justo. Povo sem fé. Jesus era a ponte, a ligação, o caminho, a verdade e vida entre o Deus do céu e o seu povo, na terra.

Em segundo lugar, Israel queria o Cristo, não o Jesus. Na figura do velho testamento, Cristo simbolizava poder. Filho de Deus que vem com toda a honra e glória digna do Seu Pai, para fazer coisas extraordinárias, e essas, à favor de Israel. Jesus já não significa isso, Jesus na tradução hebraica (se não me engano) quer dizer Joshua, mais ou menos o que significa José ou Francisco para os brasileiros. Jesus era mais um da Silva que existia. Nasceu em meio aos animais, “filho” de um marceneiro com uma mulher que ninguém sabe bem o que fazia antes de ser mãe de Jesus, ela mesma disse que Deus a glorificou, mas que era somente uma serva (Lucas 1:46-55). Veja, Jesus era pra ser mais um. Sem dar problemas, sem gerar dificuldades. Jesus era pra ser o cidadão que malemá conversaria sobre religião, cultura e costumes. Mais um alienado. E é simplesmente o filho de Deus. Só isso. Mas o povo não queria um Cristo assim. Ele teria de ser ousado, bravo, corajoso, talvez arrogante, para que ninguém o desse ordem. Moraria nos aposentos reais, seria quem não obedeceria as regras, mas as faria. Israel não conhecia mesmo Deus. O não matarás, adulterarás, e todos os “rás” que foram ditos nos mandamentos é para que eles aprendessem a simplicidade de Deus, um desejo de estar sempre um olhando pelo outro, se cuidando, e como isso não aconteceu, Deus teve que vir, e dar o exemplo. Para citar, Gayle D. Erwin, em seu livro O estilo de Jesus, “o melhor jeito de se liderar é dar o exemplo”.

Em terceiro, quando não se conhece Deus as piores coisas são melhor que Ele. Jesus foi trocado por Barrabás. Criminoso, pessoa suja, sem caráter, cometeu vários crimes. Se tem algo que o homem é capaz de fazer é exatamente isso, esquecer-se de Deus e olhar para as coisas ruins. Troca-se um ministério na igreja por um dia de folga na semana onde você não faz outra coisa a não ser preocupar-se com pornografia. Não vai a um culto para estar num evento onde prostituição e drogas são as coisas mais comuns. Não vai a uma vigília de oração porque está muito cansado para dormir mais tarde. É a troca do bom e do melhor pela lavagem do porco. É vomitar, ser tratado por Deus, mas ter dentro de si, vontade de voltar ao vômito. É olhar para Jesus e Barrabás e dizer “SOLTE-NOS BARRABÁS!”, e quando perguntado se queremos Jesus responder: “CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O”, afinal, alguém tem que pagar o preço pelos pecados que ainda nem os cometi.

De verdade, esse é um dos textos mais pesados, e lindos, na minha opinião, de toda a bíblia. Porque não fala de Israel, fala de nós mesmos. Deus não ficou para trás. Nós é que temos que trazê-lO para nossa realidade. Como disse CS Lewis, Dotoiévski, e Santo Agostinho; Nenhuma manifestação de Deus se dá, sem que Ele mesmo não tenha vontade de manifestar-se. E como está escrito em sua palavra, a criação anseia pela manifestação dos filhos de Deus. Que nós sejamos então, aqueles que o manifeste. Em nome de Jesus.


Que Deus te abençoe,
Que você seja cheio do Espírito Santo,


Colunista

terça-feira, 17 de abril de 2012

Relacionamento: Abrindo mão

"Creio que o amor verdadeiro é como um rio que não seca nem desvia seu curso; estará sempre ali -às vezes com a maré mais alta, às vezes mais baixa. Mas nunca seco." 

Este parágrafo foi escrito por Mauricio Zágari em um artigo intitulado "Coisas que não entendo no amor", na Gospel Prime... Deem uma lida!

Recentemente estava lendo um livro do Gary Chapman, em que ele fala sobre as "5 Linguagens do Amor" (Palavra de Afirmação; Tempo de Qualidade; Presentes; Atos de Serviço; Toque Físico), e aprendi a importância de falarmos a primeira linguagem de amor do nosso cônjuge -Esposo(a)/Namorado(a).


A linguagem de uma pessoa pode ser 'tempo de qualidade', e da outra 'toque físico'. E mesmo que toque físico seja a linguagem de uma pessoa, ela demonstra o seu amor através do tempo em que dedica a seu amado(a)... Mas você pode pensar: 'E quando não estamos muito para sair?'... Realmente, isso acontece, o dia pode ter sido puxado e você quer ficar em casa, e seu cônjuge sair... E aí se deve ter aquela conversa básica, explicando tudo, e com certeza vocês entrarão em harmonia. 

Mas também tem aquele caso que um quer ir ao cinema enquanto o outro à pizzaria, ou então um quer assistir futebol e o outro à novela... Isso pode acabar 'bem', ou 'mal', você decidi... Você pode discutir ou então abrir mão da sua vontade para satisfazer a do outro.

Amar também é renunciar... Para o homem talvez seja difícil deixar de ver o seu futebol para assistir uma novela. Mas se sua esposa ou namorada gosta disso, se sente feliz vendo aquilo, e você quer vê-la realmente feliz, abra mão do seu futebol, e faça-a feliz. Semana que vem ela se lembrará disso e fará o mesmo por você. Pois onde se planta amor, colhe-se amor!

Pois ser feliz vai muito além de ter tudo o que se quer. Ser feliz, também se diz respeito a fazer o outro feliz. E quando isso acontece, você se sente realizado, se sente mais feliz com o sorriso da pessoa do que se ela tivesse feito por você, é algo estranhamente bom.

Mas como sabemos, nem tudo é chocolate e flores em um relacionamento. E muitas pessoas enfrentam crises ou brigas, e assim resolvem procurar ajuda. Talvez lendo um livro ou então um site... Isso realmente é muito bom, mas creio que não devemos procurar ajuda apenas quando enfrentamos problemas... Devemos buscar nos especializar nisto, aprendendo novas formas de surpreender quem amamos, lendo artigos, buscando na Palavra de Deus, aprendendo com os outros, pois é melhor estar preparado para uma luta, do que se preparar durante ela.

Aprenda os gosto da pessoa que você ama, entenda as suas vontades, fale palavras de elogio a ela quando você gostou de algo, e repreenda -com amor- quando algo está errado, mas faça isso não na forma de julga-la, mas de instrui-la... As palavras que devemos dirigir ao outro devem conter amor, devem estar pautadas na palavra de Deus, para que não falemos coisas da carne que podem machucar ou desanimar.

Amar é muito mais que andar de mãos dadas e dizer coisas bonitas... É demonstrar esse amor, é orar junto, é estar do lado nos momentos de crise, é fazer carinho, é abrir mão das suas vontades algumas vezes, é compreender, é ser paciente, e não focar nos erros, é ser feliz acima de tudo!

Não se esqueça, você é obras primas de Deus, e como tal deve ser tradado(a)... Existe uma aliança entre vocês, e mesmo que problemas venham, é melhor serem dois do que um!

"Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai daquele que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa."



Ronnedy Paiva
Colunista

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Será que estamos prontos para um Avivamento?

Esses dias 'me peguei' pensando se a Igreja de Cristo estava preparada para um Avivamento... 

Pois oramos pedindo que o Avivamento chegue, que o Senhor Deus derrame seu Espírito em nós e que sejamos tomados por uma atmosfera de adoração que poderíamos ficar por horas, até dias sem sair daquele lugar [igreja]. E isso seria tão notório, que pessoas viriam ver esse acontecimento... Mas nós não escolhemos quem vem ou não, e nesse recinto poderia vir pessoas de alto nível intelectual ou alguém que nunca foi a uma escola. Pessoas arrumadas e outras que não tomam banho a dias... E Deus falaria tão claramente conosco, que iria colocar aleijados, enfermos, maltrapilhos, e tantos outros excluídos socialmente que buscam ser amados na nossa frente, para que acolhêssemos, orássemos, amassemos, a ponto de ficaríamos estupefatos. E eu me pergunto: 'Será que essas pessoas atrapalhariam essa atmosfera?' 'Será que realmente estamos prontos para esse Avivamento?'

"Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu, o SENHOR, os ouvirei, eu, o Deus de Israel, não os desampararei." Isaías 41:17
O Avivamento segundo o Wikipedia significa: Os avivamentos (ou reavivamentos) são acontecimentos, ditos moveres espirituais, em que há a transformação de vidas em número [...] Trata-se de grandes períodos de efervescência espiritual cristã, quando muitos, na maioria milhares, são atraídos às igrejas, principalmente pentecostais, e sinais incomuns como batismo no Espírito Santo e curas em massa acontecem. [...] As conseqüências mais normais de um avivamento, além do aumento do número de conversões ao cristianismo, nunca se prendendo a apenas uma classe social e ao mesmo tempo pegando o maior número de cristãos não-praticantes ou não-cristãos, são de melhorias na sociedade, sendo que muitas vezes leis sociais são criadas por parte dos governos dos respectivos lugares em função da mudança social que neles ocorre.

"Será que estamos prontos para um Avivamento?"

Está é uma pergunta que nortea a minha mente. Não quero gerar uma polêmica, longe de mim isso. Mas creio que quando um Avivamento começa, Deus age de tal maneira, que muitos virão, pois será notória a presença dEle naquele lugar, e essa multidão será composta por todas as classes sociais e raciais que não poderíamos contar, pois para Deus, todos somos iguais, e não há acepção de pessoas. 

Porém ainda existe muita falta de amor em meio aos cristãos. E muito egoísmo... Tá, alguns vão dizer "Eu não sou egoísta".

Beleza, então você é capaz de dizer: "Deus, volta agora!" com toda convicção? Ou você tem sonhos a concluir, planos a traçar, obras a terminar? Não é errado querer isso. Mas e aqueles missionários que já não suportam mais o castigo imputado a eles por pregar o evangelho, e constantemente oram clamando "Deus volta logo"

Sim, somos egoístas, infelizmente. Mas isso também não é motivo para nos martirizarmos, porém devemos ter o conhecimento disso. Lembre-se, Deus faz novas todas as coisas, e nos perdoa. E devemos permitir a nós mesmos saber que não somos perfeitos, e que não devemos esperar isso dos outros, pois Deus nos conhece, e Ele é o único que pode nos julgar.

Mas o ponto é: 'Será que estaríamos abertos a receber em nosso culto de ceia um grupo de moradores de rua?' 'Como os trataríamos?' 'Será que iríamos até eles ou é obrigação apenas dos diáconos, e os de plantão?' É nisso que tenho pensado. 'Alguém pensa assim como eu?'

Creio que devemos nos revestir do amor, como disse Paulo em Colossenses 3:14. Sabendo que Ele não faz acepção, e que essas pessoas não são motivo de tropeço, mas motivo de glorificar a Deus, pois seu evangelho tem sido pregado a todas as criaturas.

Então continuemos orando para que o Avivamento venha, mas que possamos nos preparar para o que está por vir, mesmo que não saibamos claramente, mas que compreendamos que o Evangelho do amor é para todos!

Que Deus nos abençoe!

Ronnedy Paiva
Colunista