quinta-feira, 29 de março de 2012

Seja o 'alguém' - Missão Caiuá/MS

"Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava."

Esse final de semana (23,24,25/03), eu e a Carol Cruz estivemos em uma Missão chamada Caiuá, no Mato Grosso do Sul, junto com a nossa igreja. Essa missão tem como objetivo pregar o evangelho aos indígenas que vivem lá, que são cerca de 1.500, entre crianças, jovens e velhos.

Hino em Guarani
Em nossa primeira visita a uma tribo, vimos às condições precárias deles, como por exemplo, o recipiente onde eles tomavam água. Um balde com água e um copo de plástico sujo de barro. Mas nem por isso vimos nenhum rosto triste naquele lugar. Pelo contrário, ouvimos os louvores deles, que era acompanhado por um violão e vozes afinas. Eles cantavam em Guarani, e algumas vezes em português, para que também entendêssemos. E todos cantavam alegres e entusiasmados.

A palavra foi dada por um dos pastores que nos acompanhavam... Como a igreja era pequena, alguns de nós ficaram do lado de fora, assistindo o culto pela janela ou então brincando com as crianças que nos ensinaram, ou tentaram ensinar, Guarani. Embora eu não saiba escrever, aprendi a falar 'Para nossa Alegria': 'Inda Ungá'.

Algumas crianças eram mais tímidas, mas outras não. Conversamos com elas e vimos as dificuldades que elas tinham para estudar. Pois perto da aldeia não havia colégio próximo, então elas tinham que caminhar muito até chegar a escola. Mas elas não falaram disso reclamando.

Crianças e distribuição dos brinquedos 

Ao final do culto, distribuímos pão, bijuterias, brinquedos, livros infantis e roupas. Foi um corre corre para conseguir pegar alguma coisa... Era doações, que ajudaram a dar uma alegria a mais para aquela tribo.. Vi uma das pastoras indígenas daquela igreja chorando atrás do barracão com uma lembrancinha na mão. Também soube do testemunho do pastor de lá, que era usuário de drogas e bebidas alcoólicas, mas que hoje quer ser missionário. 

Saímos daquela tribo e fomos para os alojamentos, almoçar... Almoçamos, e pensando agora, creio que talvez muitas crianças que estavam conosco, e outras que não estavam não tiveram comida sobre a mesa naquele dia... Triste não é? Sim! Mas será que apenas esse sentimento de tristeza alimentará alguém? Não! Devemos parar de apenas nos sentir triste e fazer alguma coisa. Mesmo que você não possa ir a lugares como esse, ajude quem você pode. Não precisa ser um indígena. Pode ser aquele homem sujo e pedinte que está toda vez na esquina da sua casa em busca de dinheiro.

Não temos que esperar por 'alguém' que ajude, mas temos que ser esse 'alguém'. O Evangelho é muito maior que imaginamos. Ele é simples, e não precisa de púlpito e microfone para ser pregado. Na verdade, muitas vezes não precisa nem de palavras. Pois nossas atitudes falam mais alto. E além de dizer que Deus as ama, temos que mostrar isso, suprindo as suas necessidades. Pois o amor se manifesta em ações, e não em palavras.

A palavra de Deus deve ser multiplicada, e não apenas verbalmente, mas também em nossas atitudes corriqueiras do dia a dia. Temos que nos levantar e fazer alguma coisa. A missão não pode parar!

O trabalho é árduo, mas Deus capacita cada missionário que está lá e em tantos outros lugares. devemos orar, e se possível, ajudar no que for preciso, seja com doações, orações ou financeiramente. Se você pode ajudar, contribuindo em alguma coisa, entre em contato com a Missão Caiuá. Com certeza sua ajuda será muito bem-vinda. http://www.ipb.org.br/portal/caiua 

Ñandejara Tanderovasa! [Deus te abençoe!]


Ronnedy Paiva
Colunista

Nenhum comentário:

Postar um comentário