quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Uma corrida

"Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para o inicio da corrida de 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com a vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: "Pronto, agora vai sarar". E todos os nove competidores deram os abraços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuaram repetindo essa história até hoje. Por que? Porque, lá no fundo, nós sabemos o que importa nessa vida é mais do que ganhar sozinho. O que importa é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso." (Flo Johnasen, Wolf News)

De arrepiar não? Para ilustrar melhor, gostaria de comentar uma parte do filme Cars (Carros), em que o carro de corrida Relâmpago McQueen freia bruscamente antes da linha de chegada na final da Copa Pistão, uma competição automobilística onde ele e mais dois competiam. Ele parou pois o veterano carro de corrida Rei sofreu um acidente, provocado pelo outro competidor, o Chick Hicks. E vendo as condições que ele estava, o Relâmpago McQueen voltou para ajuda-lo, empurrando pela traseira até a linha de chegada, deixando de ganhar em primeiro para ajudar seu amigo e conquistar assim o terceiro lugar.

***

Quantas vezes podemos falar: "Já desisti de algo para ajudar outra pessoa?" Será que realmente em uma corrida pararíamos para levantar outro competidor caído? "Ah Ronnedy, mas tem os paramédicos.Sim, sim, é verdade, mas e na corrida da vida, você pararia? Será que no correr do seu dia-a-dia você se daria ao luxo de perder um tempo precioso para simplesmente ajudar alguém? Ou então, será que você deixaria de tomar seu refrigerante em um dia de calor para pagar um salgado a uma criança?

Não estou te julgando, não me entenda mal. Apenas estou te desafiando a pensar um pouco mais nos outros... Não devemos nos lamentar, temos que por a "mão na obra", nos inspirando em Deus, que abriu mão do Seu filho unigênito para morrer por todos nós.

Este mesmo Deus que quando você não aguenta mais, te pega no colo, e diz: "Não desista, eu estou aqui, eu sempre estive aqui".

Não se esqueça, todos estamos propensos a cair, e 'volta  e meia' precisamos de uma "mãozinha" para levantar. E Deus usa eu e você para isso. Ele usa o seus filhos na terra para ajudar àqueles que caem, então não hesite, pois pode ser você o próximo a precisar de  uma ajuda.

Uma blusa nova você pode comprar a qualquer hora, mas aquela pessoa pode ter apenas mais uma noite de frio! Se você for abrir mão de algo, que seja por um bem maior.

"Ele da força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor." 

Deus te abençoe!


Ronnedy Paiva
Colunista

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