domingo, 5 de fevereiro de 2012

#Pastoral - Segurança na Graça!

       Paulo escreveu aos Efésios que pela graça (favor imerecido) somos salvos, mediante a fé (certeza da esperança e convicção do invisível, segundo Hebreus 11:1). Lembrou-lhes que nada disso vem de nós, mas é um dom (presente gracioso e irrevogável, conforme Romanos 11:29) de Deus. E concluiu: não é fruto de obras para que ninguém se glorie (Leia Efésios 2:8-10). E qualquer que já tenha lido o Novo Testamento sabe que em cada uma de suas páginas estas palavras encontram eco e fundamento.

            Poucos compreenderam a força da graça como o apóstolo Paulo. Estudiosos costumam chamá-lo de “o pregador da graça”. Ele não apenas exaltou a graça de Deus, estabelecendo-a como alicerce firme e sólido do cristianismo, como também reinterpretou o significado e importância da lei, defendendo que sua função principal era nada mais, nada menos que evidenciar nossa impossibilidade de cumpri-la em todas as suas implicações, bem como nossa necessidade da graça divina. Defendeu que a lei nos nivela por baixo, indistintamente (Leia Romanos 1 a 5 e Gálatas 1 a 3, por exemplo).


            No entanto, tem sido muito difícil para a cristandade, ao longo dos últimos dois milênios, aceitar plenamente tais verdades. Nosso orgulho e compromisso com a autoestima exigem que tenhamos alguma participação, por menor que seja. Há quem alegue, é claro, que a salvação é, sim, pelas obras (como na frase: sem caridade não há salvação). Mas também há quem, mais sutilmente, defenda que, embora dada de graça, a salvação obriga a prática das obras, sem as quais pode se perder. Em outras palavras: não é por obras que você recebe a salvação, mas é por obras que você a mantém. 


            As obras são importantes e necessárias. Paulo também escreveu aos Efésios que somos feitura de Deus, criados para as boas obras, as quais Ele preparou anteriormente para que andássemos nelas. Mas não podem salvar. Sua prática é consequência de nossa salvação, não causa. Nossas falhas em realizá-las podem privar-nos dos privilégios que delas decorrem (alegrias, conquistas, relevância, etc), mas não podem privar-nos dos privilégios que resultam daquela obra, única, que Cristo mesmo realizou, na cruz, e para a qual demos crédito, entregando nosso coração.


            A fé na graça livra-nos, portanto, de todo julgamento e acusação. Não somos julgados, acusados ou condenados porque Cristo nos justifica (leia Romanos 8:1 e 31-39). Não julgamos, acusamos ou condenamos porque somente Cristo conhece a realidade de cada coração, suas motivações e anseios mais profundos. Não questionamos a salvação de alguém por um ato, mas pregamos a todos que Jesus é o único caminho. Como Ele mesmo disse: quem crê em mim não será condenado, mas passou da morte para a vida (João 5:24). E ainda: Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6:37-40). Amém!



Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Maringa
Corpo Pastoral
Pr. Marcelo Gomes

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