terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Amar é um estilo de vida, e Deus é amor - Parte IV


Dá-se nos dias de hoje, na vida das pessoas, em seus ambientes sociais uma desconfiança impregnada no que diz respeito aos seus relacionamentos. Uma necessidade de valorização, demonstração do seu desempenho, das suas conquistas e de suas obras realizadas. Uma angústia dentro de suas almas ansiando serem atendidas e tratadas, de forma especial e única, uma angústia por sentir-se importante, desejado e com seus desejos completamente atendidos, seja por parte de seus familiares e amigos ,ou seja, por parte de Deus.

            Quero porque quero, Deus tem que realizar para eu testemunhar do poder dEle, Ele não é o todo poderoso?

            As pessoas invertem o papel, a graça ou benção que são concedidas incondicionalmente (não mediante a troca) por Deus, são tidas como uma mercadoria algo que tem preço, seja esse de “oração, jejum, santidade” e as praticas que deveriam ser de relacionamento se tornam meios para coisas que não saíram dessa terra.

Oração deixa de ser um momento de refrigério de Deus para você, onde você apresenta as súplicas diante do pai, para se tornar um momento monótono onde só há pedidos e não conversa entre um pai e filho.         

Jejum passa de um período de consagração total a Deus, dependência única e exclusiva dEle, para se tornar um sacrifício para criar no coração de Deus alguma compaixão e fazê-lO abençoar a sua vida.

E a santidade passa de um modo de expressar o nosso Deus no meio de um povo que precisa da real revelação dEle para ser algo religioso, um padrão que você alcança para ter subsídio para criticar outras vidas.

Deus sai de um lugar que é exclusivamente dEle e passa para uma espécie de mercado espiritual, “aqui tudo é bom e barato”, “dia do milagre” e etc.


“Depois disto foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali com eles, e batizava. Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali, e eram batizados. Porque ainda João não tinha sido lançado na prisão. Houve então uma questão entre os discípulos de João e os judeus acerca da purificação. E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele. João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido. É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos. E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro. Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida. O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. João 3:22-36

A primeira lição é o material é comparado ao espiritual. “O homem não pode receber coisa alguma se não lhe for dada no céu”. Parem de olhar para as coisas da terra, as coisas que deseja, João Batista está afirmando um dos maiores problemas da igreja cristã moderna: as pessoas não desejam as coisas de Deus, desejam coisas terrenas. Não desejam dons espirituais, desejam bênçãos materiais. Não há dentro dos corações, a ardente expectativa de demonstrar o poder, a soberania, o amor de Deus, há sim, uma expectativa para que Deus abençoe a sua vida e o resto é problema particular de cada um que também crê em Deus. A benção é visível e palpável, desejável aos olhos. Deus não, Deus perde seu lugar nos corações, os sentimentos que outrora eram por um Senhor, agora são pelas coisas que Ele faz. Seu serviço é mais importante que a sua presença. Deus não é importante. 

A segunda lição é a verdadeira consciência de servidão humana e senhorio de Deus. Há um esquecimento da verdadeira identidade de Deus, uma inversão de papéis. Ele é o poderoso, digno de louvor e adoração, o Deus da salvação. Nós... Não somos nada. Devemos dar o verdadeiro louvor e adoração. Ser gatos pela salvação e amá-lO de todo coração e para todo sempre. Por tudo que Ele é em nossa história. A maior benção ou milagre que você poderia sonhar já está consumado. O milagre da salvação envolve um todo, envolve a humanidade. Está disponível a todos, é para ser espalhada por onde passar. Deus ama o homem incondicionalmente, mas Ele não nega a si mesmo e abrirá mão de seus planos para agradar um coração que está longe dEle, um coração que não tem por si só alegria em entrar na presença de seu criador, mas de barganhar com ele necessidades momentâneas, colocando em risco até a própria salvação. O desejo que deveria abundar em nós é a confiança de que Deus nos ama, luta as nossas batalhas, livra de todo mal e está nos esperando para uma vida em plenitude na sua presença. Ele é misericordioso, aleluia!

A terceira lição é convicção nas palavras que dirá. Do mesmo modo que Jesus fala das coisas do alto porque de lá veio, e de lá conhece, nós deveríamos falar da salvação. Deveríamos pregar aos mendigos, prostitutas, viciados, depressivos, a todos que anseiam. Fala com autoridade quem conhece o assunto. Quem conhece a salvação tem no seu peito o desejo e anseio de falar para todos o que conheceu, a fonte de águas vivas e purificadoras. Fala de um Deus de graça, misericórdia e amor, que amou o mundo com infinito amor e todos podem ser tratados por Deus. E não preocupação com o que falar, disse certo autor “a bíblia do não cristão, é a vida do cristão”, e o espírito santo falará no seu lugar.





Meu desejo, é que todos vocês que leram esse texto, tenham vontade de conhecer a salvação. Não digo doutrinas, regras ou padrões humanos para determinados comportamentos. Digo, Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Como foco único e para todo sempre de suas atitudes.




Que Deus abençoe vocês.




Mateus Machado
Colunista

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