domingo, 8 de janeiro de 2012

#Pastoral - Reflexões no Salmo 40:1-3


“Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão essas coisas, temerão, e confiarão no Senhor”.

Passar por tribulações não é fácil para ninguém. Por mais forte que esta ou aquela pessoa possa parecer. E quando a tal não tem com quem contar, e encontra-se sozinha diante dos problemas, aí é que estes se tornam insuperáveis.

Não é assim com os que confiam no Senhor. Sua esperança e fé, por mais terríveis que sejam as dificuldades, estão sempre colocadas na expectativa de uma ação milagrosa de Deus. Afinal, cremos num Deus poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos...
O salmo 40 é o relato de uma experiência que confirma esta verdade. Vivendo em meio ao que chama de poço de perdição e tremedal de lama, o salmista recorre ao Senhor, que age maravilhosamente em seu favor, concedendo-lhe a alegria e a gratidão que só um novo cântico pode expressar. O salmo é, portanto, uma orientação de confiança àqueles que desejam – e carecem de – uma intervenção de Deus.
Primeiro, porque o salmo aponta com clareza quais são o que chamaremos, para efeito didático, os precedentes da ação de Deus. Clamor é a primeira palavra-chave. Quem deseja experimentar um milagre de Deus deve, antes de mais nada, clamar por ele. O povo no deserto clamou e Deus o ouviu. O salmista clamou ao Senhor.

Ao clamor deve estar associada a Esperança. Note que, após ter clamado por socorro, o salmista afirma ter esperado confiantemente pelo Senhor. Não há dúvida: quem clama e aprende a esperar com confiança recebe, cedo ou tarde, mas sempre no tempo certo, o milagre de Deus.
Em segundo lugar, o salmo revela a dinâmica da ação de Deus. Perceba que 1) Ele inclina-se (é o Deus que se aproxima no momento da crise); 2) Ele ouve (é o Deus que atenta para o necessitado); 3) Ele tira (é o Deus que opera promovendo libertação); 4) Ele põe (é o Deus que restaura e concede-nos viver em novidade de vida); e 5) Ele firma (é o Deus que nos concede instrumentos e subsídios que fortaleçam e sustentem nossa caminhada). Quando Deus age, Ele o faz por completo. Aquele que começou a boa obra Finalmente – mas não por último, até porque estamos nos concentrando nos três primeiros versos deste belíssimo salmo – o salmista declara-nos quais são os resultados maravilhosos da ação de Deus em nossas vidas.

Os resultados são maravilhosos porque extrapolam os limites da nossa necessidade e alcançam os que estão por perto – ou longe. Muitos vêem o que Deus faz. É evidente, espetacular. Por terem visto, muitos temem o que Deus fez, isto é, reconhecem Seu poder e respeitam-no. Por fim, todos quantos o reconhecem passam a também confiar nele, podendo assim experimentar seu agir.
Portanto, somos desafiados a confiar no Deus que age. Se clamarmos e esperarmos, descobriremos que Ele age. Age porque está perto, ouvindo. Age porque tem poder e é bom. Age porque quer alcançar nossas vidas e de todos quantos estão perto ou longe. Age porque é Deus. Age em todos nós.




Pr. Marcelo Gomes
Corpo Pastoral
Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Maringá

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