domingo, 22 de janeiro de 2012

#Pastoral - Reflexões no Salmo 32:1-7

“Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
Meditar a respeito do pecado e suas implicações para a vida é  meditar, infelizmente, sobre algo que nos é comum a todos. Todos pecamos. Se dissermos que não temos pecado, a verdade não está em nós. Somos pecadores e sabemos disso. Por isso, encarar nossa natureza pecaminosa com realismo e humildade é muito mais saudável e honesto do que (sem sucesso, é claro) tentar escondê-la. O salmista deste Salmo 32 demonstrou conhecer esta verdade. Consciente de sua própria iniquidade, afirmou ousadamente que bem-aventurado não é aquele que não peca (o que é impossível), mas exatamente aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Mas sua convicção não foi fruto de uma observação criteriosa do tema e seus conceitos, senão de uma experiência íntima e particular com o drama do pecado, na qual identificamos, com a ajuda de seu testemunho, três fases distintas:
Chamaremos a primeira fase do salmista de “pecado oculto: um silêncio que consome”. Nela, o salmista “calou” seu pecado e tentou “guardá-lo” para si mesmo. Não pôde. O pecado oculto consome a energia e o vigor do ser humano. Sua vitalidade dá lugar à sensação de ossos envelhecidos. A mão de Deus pesa sobre ele de forma que já não pode resistir. Precisa gritar e declarar sua fraqueza.
 Inaugura-se, então, a segunda fase da experiência do salmista, que chamaremos “pecado reconhecido: uma confissão que liberta”. Nela, o salmista descobre que esconder a falta aprisiona; confessá-la, porém, é como tirar um peso enorme de sobre os ombros. Sua decisão foi simples: confessei-te o meu pecado... A dor da vã tentativa de calar só pode ser sanada pelo singelo gesto de confessar. Deus não deseja que seus filhos carreguem um fardo maior do que podem suportar. Por esta razão, desafia-nos a lançá-lo diante dele em submissão e confiança.  
Assim, entra em cena a terceira e mais importante fase no relato do salmista: “pecado perdoado: uma certeza que conforta”. Foi confessar e receber o perdão de Deus. Foi decidir não mais ocultar a falta e, imediatamente, ser agraciado com a misericórdia divina. Nada mais confortante do que saber que Deus não nos trata de acordo com nossos pecado ou merecimentos, mas de acordo com sua graça e amor. É por isso que todo piedoso pode fazer-lhe súplicas – suas misericórdias não têm fim.

O salmista fez de sua experiência um desafio para todos quantos, como ele, se reconhecem pecadores e carentes da graça divina. Ainda é tempo de encontrar a salvação do Senhor. Ele é esconderijo para todos que o buscam com o coração arrependido e quebrantado. 

Para todos nós está  dada a oportunidade. Em Cristo Jesus, morto pelos nossos pecados e ressurreto para nossa justificação, somos convidados a participar da nova vida que Ele oferece. Todos somos pecadores, mas todos também podemos contar com o perdão de Deus, por meio de Seu Filho. Basta que nos arrependamos e confessemos os nossos pecados. Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda injustiça!



Pr. Marcelo Gomes
Corpo Pastoral
Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Maringá 

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