domingo, 2 de outubro de 2011

Ser ou não ser, eis a questão - Mateus Machado



Tenho lido bons livros, alguns clássicos cristãos outros “Best Sellers” seculares. Engraçado, não sei se já sabia o que os livros me diriam ou tenho cabeça muito fraca a respeito de leituras. Concordei com a maioria senão tudo o que foi escrito nos livros que li.

Em inglês, “to be or not to be, it’s the question”. Para quem tem o mínimo de noção em inglês, sabe que o verbo “to be” tão conhecido entre os estudantes, significa ao mesmo tempo os verbos ser e estar (levando em consideração o contexto da frase).

Meditando sobre isso, tenho notado que muitas vezes eu ESTOU cristão, e não SOU.

De imediato, é quase impossível notar uma diferença. Mas é basicamente isso:

Estou cristão, quando após um culto vou para minha casa e oro com meus pais, e conto a eles que o culto em que estive presente foi uma benção para mim. E no outro dia pela manhã, acordo de mau humor xingando-os por terem me acordado cedo.



Sou cristão, quando todos os dias, oro com a minha família. Participo de todas as programações da igreja, sem me importar quem estará lá comigo, e sem julgar qual pregação será uma benção para mim, estou lá para valorizar a presença de Deus.

É complicado. Ninguém gosta de ser algo por muito tempo. Como temos visto já há algum tempo, almejamos coisas melhores, cargos maiores, maior reconhecimento. Almejamos alimentar nosso ego.

Em um dos livros que tenho li, o autor define mágoa da seguinte forma: “Mágoa é toda palavra, atitude, ou situação que fere o nosso ego” (A cura das memórias – David A. Seamands).

Agora, pergunto-me o que seria o ego:

Necessidade de reconhecimento? Desejo incontrolável de alcançar maior cargo e função? Busca por algo que ainda não conheço, e me trará algum tipo de benefício?

Acredito que seja um pouco de tudo isso.

Confesso que não li nenhuma obra do autor Willian Shakespeare, o autor da frase que usei como título. Nem tão pouco conheço o contexto com que ela foi redigida em seu texto.

Quando penso em ser ou não ser um cristão, ao invés de imitar a Cristo que deveria ser o meu exemplo máximo (o nome do Cristianismo deriva de Jesus Cristo). Vivo achando que é melhor ser visto com qualidades, e características positivas, que ser considerado louco por amor ao evangelho.

Quero ser visto como um cristão pela igreja, e pessoas que estão em volta de mim, mas quando me interessar, deixarei um pouco de lado meus valores “religiosos” para alcançar uma oportunidade única de negócio, mesmo que isso signifique ir contra todos meus ensinamentos.

Costumo dizer que Deus é muito louco. Não sei, talvez seja irreverência ou falta de respeito para as pessoas que me vêem pronunciando essa frase, aliás, faço isso repetidas vezes. Mas acho muito engraçado, ou melhor, sem lógica, Deus nos pedir e orientar coisas que a nossa sociedade acharia um tanto ridículo. Abrir mão de uma carreira bem sucedida para evangelizar na Etiópia, por exemplo.

Penso que a bíblia seja o livro dos livros. Dela deriva todas as outras obras literárias, sejam elas confirmando pensamentos bíblicos ou usando-a contra si (pois ninguém escreve maldizendo algo, sem citar exemplos tirados do alvo da crítica). Todavia, penso que a “santa palavra de Deus” não merecia estar vivendo o que vive, pois ela nos orienta tanto a andar na contramão dos pensamentos e ideologias dessa sociedade, desistir de planos para esse mundo. E nós, que nos dizemos servos de Deus, independente da denominação ou igreja, não obedecemos.

Porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, sofrendo injustamente. Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas, se fazendo bem, sois afligidos e sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”. – 1 Pedro 2:19-21.

Para citar, David A. Seamands, “toda verdade deriva de Deus, seja ela descoberta na bíblia ou nos tubos de ensaios dentro de um laboratório”.

Um filósofo chamado Friederich Nietzche, afirma, “quanto mais lemos, mais ignorantes tornamo-nos”, concordo e não concordo. Confesso que se  alguém tem algum pensamento semelhante com algo que escrevi, procuro ao máximo encontrar e tento citá-lo sempre que poder.

Uma das coisas que tenho notado, é que nós temos preguiça de pensar, fazer, decidir. E preguiça não é uma característica cristã. A pró-atividade, agir antes da cogitação de ajuda, é uma característica cristã.

Não vi Jesus, acredito n’Ele, e na Sua vida. Penso todo dia como espelhar-me n’Ele. E vejo que Ele em nenhum momento ficou em dúvida entre “ser ou não ser” ou entre “ser e estar”. Não se baseava somente nas leis (livro sagrado da época), mas era pró-ativo, agia conforme a orientação do Espírito de Deus. Não ligava para o reconhecimento, mas o tinha por esforço do trabalho, era uma conseqüência e não seu objetivo. “Aos olhos da sociedade da época, um louco. Aos meus olhos, um exemplo.”



Pai, eu não sei como dizer isso, mas muitas vezes fico tão preocupado com o que sua palavra diz, e se esta na bíblia certas coisas que me calo e não faço o que necessário. Tenho muitas vezes ficado em dúvida entre ser ou não ser um cristão, se estou um cristão ou se sou um. Tá difícil, parece que faço coisas com motivação errada. Que o que eu faço não é direcionado pelo Senhor. Não te entendo, e não entendo como foi tão simples para Jesus. Angustio-me perguntando se Jesus é algo impossível de ser imitado pelo menos em uma única característica que seja. Ensina-me a estar muito mais perto de Ti, pois hoje me sinto longe. Anseio o dia que te verei e escutarei tua voz sem nenhuma dúvida de que realmente é o Senhor. Eu te amo Deus. Muito obrigado por me ouvir novamente. Em nome de Jesus, amém. 
 
 
Texto do BLOG do Maradona =)

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